Atraso na entrega de doses e alta demanda comprometeram vacinação em SP, diz Gorinchteyn

Segundo o secretário, 170 mil doses de imunizantes contra a Covid-19 foram aplicadas na capital paulista no último sábado; expectativa é que novas distribuições aconteçam longo da semana

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2021 08h20 - Atualizado em 22/06/2021 10h28
MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO O secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, falando ao microfone durante coletiva de imprensa De acordo com Gorinchteyn, o entendimento era que a procura pela vacina seria gradual, seguindo o ritmo de distribuição ao longo da semana

A capital paulista vai receber 188 mil doses de vacinas contra a Covid-19 para retomar o cronograma de vacinação, momentaneamente paralisado no município. A interrupção aconteceu após postos de saúde da cidade registraram falta dos imunizantes. Segundo o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, o atraso nas entregas das doses e a alta demanda pelas vacinas levaram à suspensão da imunização. Todo programa e cronograma de doses de vacinas depende do Programa Nacional de Imunização (PNI) e isso acaba repercutindo para os programas estaduais, que dependem das doses do Ministério da Saúde. Todas as vezes que nós temos algum atraso, isso acaba impactando no progredir nessas ações de vacinação. Aliado a isso, tivemos no município de São Paulo, que faz o operacional, uma procura muito alta no número de pessoas. Na segunda-feira vacinou 180 mil pessoas, 170 mil no sábado. Então a demanda veio de forma abrupta, acabando por comprometer as doses que ali estavam”, explicou ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

Embora o aumento da demanda tenha sido observado apenas na capital paulista, todos os municípios do Estado vão receber novos repositórios dos imunizantes. De acordo com Gorinchteyn, o entendimento era que a procura pela vacina seria gradual, seguindo o ritmo de distribuição ao longo da semana. No entanto, o aumento da demanda e atrasos em três distribuições pelo governo federal acabaram impactando nas estratégias vacinais. Agora, a expectativa é que os 645 municípios de São Paulo recebam novas doses ao longo da semana. Jean Gorinchteyn também citou queda no número de casos da Covid-19 no Estado e nas internações. Segundo ele, em 1 de abril, considerado o pico da segunda onda, a taxa de ocupação das UTIs era de 93%, com 13.200 internados. Atualmente, os números apontam 10.600 internações e índice de ocupação de 73% na Grande São Paulo e 78% no Estado.

“Patamar ainda é elevado, mas comparado a semana epidemiológica anterior, tivemos queda nas internações, isso mostra o quanto estamos internando menos. A faixa etária também está caindo. Em janeiro a média de idade era de 64 anos, já no mês de maio caiu para 56”, pontuou, afirmando que com o avanço da imunização de professores, idosos, trabalhadores de segurança pública e pacientes com comorbidades, a tendência é de diminuição na média. “Nas próximas semanas estaremos diminuindo os números de mortes, internações e casos. O estado de Serrana mostrou que quando você consegue vacinar 75% também consegue controlar a pandemia. Objetivo de São Paulo é isso, vacinas, vacinar, vacinar.”