Barroso volta a defender melhorias nos presídios e diz que presos não estão condenados a passar fome

Declarações foram feitas durante a abertura de um fórum sobre direito e desenvolvimento no BNDES

  • Por Jovem Pan
  • 31/10/2023 08h28 - Atualizado em 31/10/2023 10h30
Carlos Moura/SCO/STF Barroso em Audiência pública sobre o Marco Civil da Internet. Ministro Luís Roberto Barroso é o atual presidente do Supremo Tribunal Federal

O Brasil precisa reavaliar as péssimas condições dos presídios e penitenciárias sob pena de continuar realimentando a crise na segurança e a violência no país. A avaliação foi feita nesta segunda-feira, 30, pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). De acordo com o magistrado, a maioria dos presídios brasileiros ferem os direitos humanos. Barroso entende que os presos, quando forem soltos, vão voltar a cometer crimes e delitos que, segundo ele, vai “realimentar crise na segurança do país”. O presidente do STF disse que já encomendou junto ao governo federal e aos Estados soluções para tentar resolver as condições estruturais de presídios e penitenciárias do Brasil. “Eles têm que apresentar um plano para o enfrentamento da questão carcerária no Brasil. Enfrentar os problemas dos presídios do país não envolve apenas os direitos humanos dos presos, que dormem com a cabeça na tampa do vaso. Estão condenados, sim, à privação de liberdade, mas não a passar fome, a ser violentados, a viver em condições subumanas de higiene. O crime organizado está sendo coordenado de dentro dos presídios pela má situação desses locais”, discursou durante a abertura de um fórum sobre direito e desenvolvimento no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Barroso também afirmou que a prioridade do país deveria ser o combate à fome, a pobreza e a insegurança alimentar, que atinge cerca de 60 milhões de brasileiros, de acordo com o ministro.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga.

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