Bolsonaro embarca para os EUA neste domingo e vai falar de marco temporal na ONU

Como ainda não foi vacinado, presidente deve fazer teste PCR antes de viajar; comitiva conta com uma série de ministros

  • Por Jovem Pan
  • 18/09/2021 10h21
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOPresidente embarca para Nova York neste domingo

O presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo, 19, para os Estados Unidos, onde fará o tradicional discurso na sessão de debates da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A comitiva de Bolsonaro é composta pelos ministros das Relações Exteriores, Carlos França; Saúde, Marcelo Queiroga; Economia, Paulo Guedes; Justiça, Anderson Torres; Meio Ambiente, Joaquim Leite, da Secretaria Geral, Eduardo Ramos, e do gabinete institucional, Augusto Heleno. O presidente explica que o objetivo é mostrar o que o Brasil está fazendo. Como ainda não recebeu a vacina contra a Covid-19, ele precisará fazer um teste PCR antes de chegar aos EUA. A vacina não será obrigatória para os chefes de estado, mas é obrigatória para aqueles que circularem por Nova York.

Em evento no interior de Minas Gerais nesta sexta-feira, 17, ele falou sobre o compromisso internacional: “Na próxima terça-feira estarei na ONU participando com o discurso inicial daquele evento. Podem ter certeza, lá teremos verdade, lá teremos realidade do que é o nosso Brasil e do que nós representamos verdadeiramente para o mundo”, declarou. Como a discussão ambiental sempre é forte nos eventos da ONU, o presidente pretende aproveitar a visibilidade internacional para defender a manutenção do marco temporal. Ele tem afirmado que não há espaço no país para novas demarcações de áreas indígenas e defende a regra da demarcação como é hoje, determinando que os povos só têm direito às terras que eram ocupadas no ano de 1988. No discurso do presidente, ele afirma que a demarcação é uma preocupação para o produtor rural e pode influenciar no fornecimento interno e exportações do agronegócio. Ele tem citado, inclusive, que mudanças no marco temporal poderiam pressionar a inflação dos alimentos.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin