Público se prepara para retorno definitivo aos estádios no Rio; ocupação será de 50%

Secretário municipal de Saúde afirmou que melhora nos dados epidemiológicos é responsável pela medida tomada na capital

  • Por Jovem Pan
  • 18/09/2021 07h02 - Atualizado em 18/09/2021 08h02
NAYRA HALM/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOEvento teste entre Flamengo e Grêmio pela Copa do Brasil agradou organizadores

O público vai poder voltar para os estádios do Rio de Janeiro a partir da próxima terça-feira, 21. A prefeitura da capital fluminense liberou metade da capacidade de ocupação das arenas esportivas a partir desta data para os torcedores que estiverem com o esquema vacinal completo, contanto que eles usem máscara e mantenham o distanciamento social. Na cidade, de acordo com dados atualizados, mais de 95% dos adultos tomaram pelo menos a primeira dose do imunizante e mais de 60% concluíram o ciclo vacinal. Nesta semana, um evento teste com jogo entre Flamengo e Grêmio pela Copa do Brasil foi realizado e o resultado foi visto como “positivo” pelas autoridades. Ao todo, 25 mil pessoas poderiam ir para o jogo, mas participaram dele pouco mais de 6 mil. Outros jogos com torcida foram liberados para este fim de semana, mas dependerão da aprovação dos conselhos técnicos da série A e B do Campeonato Brasileiro para realização.

O secretário municipal da Saúde, Daniel Soraz, afirmou que os jogos foram permitidos porque o cenário da pandemia melhorou sensivelmente nos últimos dias. “Está tendo uma redução muito importante de internações, de casos, que vai se refletir também na redução de óbitos. Então o nosso panorama epidemiológico é um dos melhores que a gente teve durante toda a pandemia. A expectativa agora com nossa vacina é de que a gente continue com essa queda permanente nos próximos dias”, pontuou. A prefeitura pretende realizar a abertura de boates, parados desde o início da pandemia, quando um índice de 65% de imunização completa da população for alcançado, número que pode virar realidade dentro de 20 dias. A princípio, esses locais abrirão com metade da capacidade. O Estado registrou até o momento mais de 64 mil mortes causadas pela doença durante a pandemia, a maioria na capital.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga