Bolsonaro diz que não consegue ‘matar esse câncer’ das ONGs ambientalistas

O presidente voltou a defender a necessidade de integração da Amazônia e avisou que o Brasil vai aceitar ajuda internacional para desenvolver a região, se necessário

  • Por Jovem Pan
  • 04/09/2020 07h59 - Atualizado em 04/09/2020 08h27
Carolina Antunes/PRBolsonaro, mais uma vez, voltou a criticas as Ongs que, segundo ele, se interessam pela Amazônia apenas porque ela é rica

O presidente da República, Jair Bolsonaro, reclamou na quinta-feira, 3, da interferência do Judiciário nas ações do governo federal. No entanto, ele evita críticas diretas ou polemizar. Durante entrevista ao ‘Os Pingos nos Is’, da Jovem Pan, o presidente garantiu que não pretende brigar com os ministros do Supremo. “Respeitosamente, eu queria que essas pessoas pessoas apontassem uma ação minha antidemocrática. Quando é que eu tentei censurar a mídia? Coisa que governos anteriores fizeram. Agora, imagine eu falando 10% disso”, afirmou.

Ao comentar críticas internacionais de que ele estava botando fogo na Amazônia, Bolsonaro voltou a defender a necessidade de integração da região. Ele admitiu também dificuldades por conta da extensão do território e avisou que se for necessário o Brasil vai aceitar ajuda internacional para desenvolver a região, desde que seja dinheiro de países que defendam a democracia e a liberdade. Bolsonaro, mais uma vez, voltou a criticas as ONGs que, segundo ele, se interessam pela Amazônia apenas porque ela é rica. “Você que está em um ONG pegando grana de fora. Você sabe que as ONGs em grande parte não tem vez comigo. Não consigo matar esse câncer em grande parte chamado ONG. Tem na Amazônia, lá no sertão com o cabra morrendo de sede não tem”, afirmou. O presidente ainda afirmou que caducou no Congresso a Medida Provisória que tinha como objetivo garantir a regularização fundiária na Amazônia e comentou que está analisando a questão do 5G para entender os prós e os contras da nova tecnologia. E avisou que a palavra final sobre o assunto será dele.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin