Bolsonaro vê chance ‘cada vez menor’ de achar culpado por óleo no Nordeste

  • Por Jovem Pan
  • 01/11/2019 06h35
Reprodução/YouTubeO presidente disse que as investigações são bastante complexas

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, nesta quinta-feira (31), que “diminuiu bastante” a possibilidade de se encontrar o responsável pelo vazamento do óleo que atinge o litoral do Nordeste. Ele afirmou, na porta do Palácio da Alvorada, que os órgãos do governo estão empenhados, mas que ainda não se tem “nada de concreto”.

Na quarta-feira (30), o então presidente em exercício, general Hamilton Mourão, declarou que havia uma “boa chance” de o governo anunciar ainda nessa semana as responsabilidades pelo desastre ambiental. Ele chegou a dizer que a investigação estava perto do fim e que a ideia era esperar o retorno do presidente para que ele fizesse o anúncio.

Já Bolsonaro, em transmissão ao vivo nas redes sociais, voltou a dizer que não é possível garantir que se chegará ao culpado. “Estamos fazendo o possível, as investigações prosseguem, são bastante complexas. A gente espera que cheguemos ao ponto final, não posso garantir que vai chegar. Agora, já está mais que comprovado que o óleo é da Venezuela“, garantiu.

Bolsonaro também afirmou que o derramamento de óleo pode ter sido criminoso. “Nós não sabemos ainda da onde veio esse óleo. O entendimento é que é um derramamento criminoso. Desde 2 de setembro, vai fazer dois meses, que o governo sabe disso e, através de seus órgãos, o Ministério do Meio Ambiente, o comandante da Marinha, estão investigando, estão ajudando na limpeza de praia”, afirmou.

Nesta quinta-feira (31), as manchas de óleo chegaram à cidade de Porto Seguro, no sul da Bahia. As praias atingidas ficam nos distritos de Arraial D’Ajuda e Trancoso, que estão entre os destinos turísticos mais importantes do estado.

Porto Seguro fica a menos de 170 quilômetro do Arquipélago de Abrolhos, que tem uma das maiores biodiversidades marinhas da América do Sul. Ambientalistas e moradores da região estão preocupados com os possíveis impactos que o óleo pode provocar se atingir o santuário.

A Marinha já montou um plano para conter a possível chegada de óleo a Abrolhos. Ao todo, nove navios foram designados para monitorar o arquipélago.

*Com informações da Afonso Marangoni