Caio Paes de Andrade toma posse como presidente da Petrobras

Novo chefe da estatal tomou posse em cerimônia discreta realizada na terça-feira, 28; expectativa é de mudanças na política de paridade de preços e no conselho administrativo da empresa

  • Por Brasil
  • 29/06/2022 12h10
Divulgação / Ministério da Economia Caio Mário Paes de Andrade Caio Paes de Andrade assumiu o comando da estatal nesta terça-feira, 28

O novo presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, tomou posse nesta terça-feira, 29, em uma cerimônia discreta na sede da empresa e já começou a trabalhar. Um de seus principais trabalhos será tentar resolver a questão envolvendo os preços nas bombas de diesel e gasolina para os consumidores. Essa ampla reformulação na diretoria é bastante aguardada, assim como no Conselho de Administração da empresa. A mudança em algumas diretorias seria importante para perpassar por este tema bastante polêmico: a política de paridade de preços. Hoje, pela governança da Petrobras, três representantes de um enxuto Comitê são responsáveis por decidir se os preços vão subir ou descer levando em consideração duas variáveis: dólar frente ao real no mercado interno e o barril do petróleo no mercado internacional.

O grupo é formado pelo CEO da empresa, agora Caio Paes, por um diretor de comercialização e por outro de relações financeiras. Os dois diretores que compõem o comitê, segundo fontes da Jovem Pan, seriam favoráveis a essa política de paridade em nome da garantia de abastecimento no mercado interno. A Petrobras atende cerca de 80% do consumo nacional de diesel e gasolina. O restante é importado por agentes privados.Outra profunda reformulação aguardada com a chegada de Caio Paes é no Conselho de Administração da Estatal. Entretanto, esta deve durar mais um pouco. Os nomes da união acionista majoritária já forma sugeridos à Petrobras e devem passar pelo crivo de uma assembleia geral extraordinária. Só que esses nomes precisam passar por uma ampla e profunda checagem, filtros de compliance e governança da empresa. Fontes dizem que pelo menos três nomes poderiam esbarrar nessas regras. A assembleia só poderá ser convocada após a análise dos nomes e será realizada apenas 30 dias após a convocação.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga