Caminhoneiros retidos na fronteira do Chile estão ‘totalmente abandonados’, diz senador

Alvaro Dias relata a falta de condições sanitárias enfrentada pelos brasileiros, que aguardam liberação para entrada no país há cerca de 20 dias: ‘Estão doentes, alguns com Covid-19, sem alimentos’

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2022 10h39 - Atualizado em 04/02/2022 11h36
Jefferson Rudy/Agência Senado O senador Álvaro Dias em pronunciamento Proposta do parlamentar é que o Ministério das Relações Exteriores atue diplomaticamente para solucionar o impasse

O senador Alvaro Dias (Podemos) enviou um ofício ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, solicitando que o Itamaraty atue para resolver a crise envolvendo caminhoneiros brasileiros retidos na fronteira do Chile com a Argentina. Segundo o parlamentar, mais de 2.500 trabalhadores estão paralisados na região de Mendoza, na Cordilheira dos Andes, há cerca de 20 dias. O motivo principal da lentidão para atravessar a fronteira seria o baixo número de agentes para fazer testes de Covid-19 nos caminhoneiros. “Houve uma greve na Argentina em razão das exigência no que se refere à Covid-19 e na fronteira a autoridade chilena não é suficiente para atender o fluxo, apenas três funcionários atendem, então há uma aglomeração”, explicou o senador em entrevista ao vivo no Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, nesta sexta-feira, 4.

A proposta do parlamentar é que o Ministério das Relações Exteriores atue diplomaticamente para solucionar o impasse e auxiliar os caminhoneiros. Relatos citados por Alvaro Dias demonstram que a situação é caótica na região e os trabalhadores estão “abandonados”. “São 2.500 caminhoneiros ou mais com problemas muito sérios, problemas sanitários, estão doentes, alguns com Covid-19, que são levados a um pequeno hotel e depois retornam e são obrigados a pagar táxi de 200 dólares. Sem condições sanitárias, sem alimentos. Estão totalmente abandonados”, completou.

Alvaro Dias se reuniu com líderes do Senado para tratar sobre o assunto. Com isso, o presidente Rodrigo Pacheco já encaminhou pedido de ajuda ao Itamaraty. “O que pedem é apoio da autoridade diplomática brasileira para que, negociando com as autoridades chilenas, possam resolver esse impasse que perdura há dias. Há caminhoneiros que possuem doenças como diabetes, hipertensão. Eles estão sem medicamentos. Todas as dificuldades possíveis são relatadas por eles”, finalizou.