Com otimismo, senador Izalci Lucas acredita que aprovação da reforma ocorrerá de forma ‘mais tranquila’

  • Por Jovem Pan
  • 09/07/2019 11h17 - Atualizado em 09/07/2019 11h24
Reprodução/FacebookIzalci Lucas acredita que a decisão do Senado de acompanhar a tramitação da reforma desde a Comissão Especial facilitou o andamento da pauta

A reforma da Previdência pode começar a ser votada no primeiro turno nesta terça-feira (9) na Câmara dos Deputados, onde parlamentares correm contra o tempo para tentar aprová-la antes do recesso parlamentar.

Para falar sobre a tramitação da pauta na Câmara e as perspectivas para o Senado, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) foi ouvido pelo Jornal da Manhã 2ª edição. Ele falou também sobre a reforma tributária e as perspectivas de um novo pacto federativo.

De acordo com Izalci, a tendência é que seja mais fácil aprovar a reforma da Previdência quando chegar ao Senado porque os parlamentares se anteciparam e acompanharam o texto desde a Comissão Especial.

“Muitas coisas já foram acatadas. Vai depender muito dos destaques, dos estados e municípios entrarem ou não. Por isso antecipamos a discussão e muitas coisas que seriam apresentadas depois já foram discutidas”, falou Izalci.

“O esforço que vamos fazer é da gente manter o texto da Câmara. Por isso que antecipamos discussões. Eu vejo com mais otimismo e acredito que vai acontecer de forma mais tranquila.”

Reforma tributária

Discutida há 20 anos, o senador acredita que a reforma tributária deve ser o próximo passo a ser dado após a reforma da Previdência.

“Eu acho possível chegar a um consenso, é unanimidade. O Governo sabe da necessidade disso, o contribuinte também não aguenta pagar essa carga tributaria e não ter retorno de segurança, educação, saúde.”

Izalci também citou a importância de discutir o pacto federativo e sinalizou a necessidade de descentralizar os recursos sob a frase “mais municípios e menos União”, que faz alusão ao slogan “mais Brasil, menos Brasília” utilizada por Jair Bolsonaro durante a campanha.

“É evidente que a maior dificuldade da reforma tributária é isso: ninguém quer perder nada. O pacto federativo anda lado a lado com ela. O que não dá é continuar do jeito que está.”