Comitê vê melhora em reservatórios de hidrelétricas e limita contratação de térmicas

Segundo órgão de monitoramento do setor elétrico, nível das represas melhorou em quase todas as regiões do país; no entanto, retorno da bandeira de escassez hídrica não é descartado

  • Por Jovem Pan
  • 13/01/2022 06h42 - Atualizado em 13/01/2022 09h00
RODNEY COSTA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOComitê de Monitoramento do Setor Elétrico decidiu manter as medidas excepcionais adotadas para conter a crise hídrica

As chuvas que atingem boa parte do país ajudaram a melhorar o nível dos reservatórios das principais hidrelétricas. No entanto, o cenário ainda exige cautela. Nesta quarta-feira, 12, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico decidiu manter as medidas excepcionais adotadas para conter a crise hídrica. O órgão avaliou que o nível das represas melhorou em quase todas as regiões com a chuva observada em dezembro, com exceção do sul. Por outro lado, as autoridades também limitaram as condições para contratação das usinas termoelétricas, mais caras e responsáveis pelo aumento da conta de luz. O sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Pedro Rodrigues, avalia que uma eventual retomada econômica pode exigir um novo acionamento das térmicas.

“Nesse momento, é uma decisão acertada. Mas para o futuro ainda podemos ver, dependendo do nível de chuvas e do crescimento econômico do país, novamente tarifas mais caras e bandeira de escassez hídrica sendo colocada na conta de luz”, pontuou. Pela determinação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, só poderão ser acionadas usinas com custo variável de até R$ 1 mil/MWh. O teto poderá ser estendido até R$ 1,5 mil/MWh, em caso de necessidade. O órgão também decidiu decidiu manter o limite de 15 mil megawatts médios para geração de termoelétricas, incluindo eventual importação de energia do Uruguai e Argentina. O objetivo das novas medidas é reduzir os custos e otimizar a produção de energia.

*Com informações do repórter Fernando Martins