Confederação Brasileira de Voleibol estuda pedir indenização a Ary Graça por desvios na entidade

De acordo com a CBV, as irregularidades supostamente cometidas tornam a empresa vítima da má gestão do ex-dirigente

  • Por Jovem Pan
  • 21/05/2021 07h33 - Atualizado em 21/05/2021 11h10
Divulgação FIVBUm dos alvos dos 14 mandos de busca e apreensão expedidos pela Justiça está justamente o ex-presidente da CBV, Ary Graça

A Confederação Brasileira de Voleibol pode recorrer à Justiça para tentar ressarcimento de eventuais prejuízos causados pelo ex-presidente da entidade Ary Graça, atual presidente da Federação Internacional de Voleibol, que foi alvo de uma operação do Ministério Público e da policia fluminense na quinta-feira, 20. De acordo com a CBV, as irregularidades supostamente cometidas tornam a entidade vítima dessa má gestão. E, se forem comprovados prejuízos a CBV, a entidade buscará o ressarcimento na Justiça. Nesta quinta, o MP e a Polícia do Rio de Janeiro deflagraram uma grande operação contra fraude fiscal e tributária envolvendo o município de Saquarema, onde está, não por acaso, o centro de treinamento da Confederação Brasileira de Voleibol.

Um dos alvos dos 14 mandos de busca e apreensão expedidos pela Justiça está justamente o ex-presidente da CBV e o atual presidente da Federação Internacional de Voleibol, Ary Graça. Os agentes estiveram na orla do Leblon para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão e estiveram também em outros endereços — inclusive na sede da CBV na zona oeste da capital. Boa parte da operação ficou concentrada no município de Saquarema, na região dos lagos, berço do esquema fraudulento. De acordo com MP e a policia, o ex-prefeito da cidade e atual secretário municipal do município gerido pela mulher dele, Antônio Peres, baixou normas e decretos para criar uma espécie de migração fictícia de empresas para a cidade da região dos lagos.

Em troca, receberia vantagens ilícitas e financeiras. Porém, as empresas não tinham funcionários ou uma sede operando na cidade de Saquarema. O esquema objetivava que as empresas pagassem menos impostos e menos tributos. No caso especifico da CBV, ele também fez contratações no âmbito desse esquema de fraude tributaria e fiscal, de empresas fictícias e recém criadas, sem estrutura, com contratos superfaturados e outros que jamais foram executados. Os recursos eram usados para abastecer o esquema e para beneficio próprio de Ary Graças e pessoas próximas.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga