Covid-19: Baixa capacidade de testagem no Brasil preocupa especialistas

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2020 06h52
Claudio Furlan/Estadão ConteúdoAté a primeira semana de junho, o Brasil testava, em média, 2,28 habitantes a cada 100 mil

Três meses depois da primeira morte por Covid-19 no Brasil, a baixa capacidade de testagem ainda é um dos fatores que mais preocupa médicos e especialistas. Até a primeira semana de junho, o Brasil testava, em média, 2,28 habitantes a cada 100 mil.

O número de testes feitos no país é muito inferior ao dos Estados Unidos e o da Itália, por exemplo, que examinam mais de 700 pessoas a cada cem mil habitantes. Os dados são da plataforma Our World in Data, utilizados pela universidade americana Johns Hopkins – referência na contabilidade mundial do coronavírus.

O infectologista Celso Granato, ressalta que a única forma de controlar a pandemia é testando o maior número possível de pessoas para isolar o infectados. Em entrevista à Jovem Pan nesta terça-feira (16), o especialista destacou a importância de frear a cadeia de transmissão do coronavírus.

Para o infectologista Renato Kfouri, a ampliação do número de exames para a Covid-19 ajudará nas medidas de isolamento social e possibiltará a flexibilização em alguns locais. Ele afirma, no entanto, que os estados brasileiros estão em momentos diferentes da pandemia e, por isso, medidas de relaxamento precisam ser estudadas individualmente.

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 1.282 mortes nas últimas 24 horas, chegando a 45 mil 241 vítimas no total. Ao todo, são 923.189 casos confirmados da doença no país.

Apesar dos números ainda altos, o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, disse, em evento da Associação Comercial do Rio de Janeiro, que a crise de saúde está controlada no país.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes e casos de Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini