Corremos o risco de que variante Delta escape das vacinas e tratamentos, diz OMS

Organização pediu que os governos redobrem as medidas de prevenção, mesmo em países que estão com a vacinação avançada

  • Por Jovem Pan
  • 26/06/2021 12h27 - Atualizado em 26/06/2021 14h51
EFE/ Salvatore Di NolfiDiretor geral da OMS, Tedros Adhanom, citou a América Latina como área de risco

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez mais um alerta nesta sexta-feira, 25, envolvendo a variante Delta do coronavírus e pediu que os governos redobrem as medidas de prevenção, mesmo em países que estão com a vacinação avançada. A entidade está preocupada com a rápida expansão da cepa, encontrada primeiro na Índia, inclusive, em locais com altas taxas de imunização. A OMS ainda destacou que o risco é especialmente preocupante na América Latina, onde há um alto nível de transmissão comunitária. Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, a variante Delta já está presente em 85 países e é a mais transmissível de todas as identificadas. O temor é que a cepa consiga se modificar a ponto de driblar as medidas de prevenção, tratamento e vacinas disponíveis atualmente.

Ao incentivar o reforço das precauções, a OMS destacou que “não quer dizer confinamento”, mas o uso correto de máscaras, distanciamento, ventilação de locais fechados, higiene das mãos, teste para identificar infectados, rastreamento de contatos e isolamento. A entidade ainda se manifestou contra a vacinação obrigatória para viagens, já que há escassez de imunizantes no mundo. O chefe do programa de respostas a emergências, Michael Ryan, deu o exemplo da febre amarela para explicar que a vacina para viajantes só pode ser exigida quando há acesso universal e igualitário ao produto. A OMS voltou a alertar para a desigualdade no acesso aos imunizantes e reforçar o pedido pela doação de mais doses para países de baixa renda.

*Com informações da repórter Nanny Cox