‘CPI da Covid-19 virou questão eleitoreira’, afirma senador Luis Carlos Heinze

Suplente da comissão defendeu o tratamento precoce contra a doença e afirmou que o Brasil tem capacidade de se tornar autossuficiente na questão das vacinas

  • Por Jovem Pan
  • 07/05/2021 10h16 - Atualizado em 07/05/2021 12h43
Cleia Viana / Câmara dos DeputadosHeinze declarou também que o país pode se tornar exportador do imunizante contra o coronavírus

O senador Luis Carlos Heinze, suplente da CPI da Covid-19, defendeu que alguns senadores estão tentando tirar o foco de governadores e prefeitos na comissão parlamentar de inquérito. “Mas a corrupção está aonde? Neste local! Querem fazer que não chegue aos Estados e municípios, mas tem que chegar. Ali que houve problema com desvio de dinheiro. No Amazonas, tinha R$ 680 milhões na conta. Sobra dinheiro e falta oxigênio. A culpa é de quem? Do ministro Eduardo Pazuello, do presidente Jair Bolsonaro? Ou do governador do Estado, secretário de Saúde e prefeito da capital?”, questionou o parlamentar.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Heinze chamou a CPI da Covid-19 de guerra política. “Não tem nada a ver com mortes. O Mandetta é pré-candidato, então ele vai bater no Bolsonaro. Infelizmente, a CPI virou uma questão eleitoreira. Minha preocupação são os brasileiros, que precisam de um tratamento preventivo”, afirmou. O parlamentar defendeu que o Brasil deve trabalhar pelas vacinas e que o país tem capacidade, inclusive, não apenas de ser autossuficiente nesta questão — mas também se tornar exportador dos imunizantes. Porém, de acordo com ele, é importante investir no tratamento precoce e dar essa alternativa e liberdade aos profissionais da saúde.

“Mais de 14 mil médicos adotam o tratamento por conta própria. Ivermectina, cloroquina e azitromicina são medicamentos baratos e que já tem domínio público no mercado”, defendeu. Vale lembrar que, até o momento, não existem evidências científicas da real efetividade desses medicamentos. Luis Carlos Heinze falou de um levantamento que mostraria a eficiência dos medicamentos. Ele reuniu seis municípios brasileiros que somam 339 mil habitantes e 46 mil infectados pela Covid-19. Com a adoção dos remédios, 501 pessoas morreram — indicando uma letalidade de 1,07%. No Brasil, considerando todas as cidades, esse número é de 2,8%.