Em dez anos, brasileiro reduz consumo de arroz e feijão e troca café por cerveja, diz IBGE

As verduras e legumes perderam espaço entre os adolescentes, com exceção da batata inglesa e do famoso açaí; 53,8% das pessoas come mais sal do que o necessário

  • Por Jovem Pan
  • 22/08/2020 10h05
Antonio Cruz/ABrAumentou a frequência de ingestão de alimentos processados e ultra processados, como pizzas, salgadinhos e adoçante

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa nesta sexta-feira, 21, que aponta que os brasileiros estão trocando o café, feijão e arroz por alimentos industrializados, carboidratos e farinha, especialmente os mais jovens. Segundo o levantamento, realizado entre 2017 e 2018, em uma década, caiu o consumo de produtos in natura ou minimamente processados, como frutas e vegetais, enquanto aumentou a frequência de ingestão de alimentos processados e ultra processados, como pizzas, salgadinhos e adoçante.

O consumo de sódio também está acima do tolerável pelos especialistas: 53,8% das pessoas come mais sal do que o necessário. As verduras e legumes perderam espaço entre os adolescentes, com exceção da batata inglesa e do famoso açaí. De acordo com a pesquisa, os adolescentes consomem o dobro de sanduíches, quatro mais pizzas e nove vezes mais bebidas lácteas, além de 20 vezes mais salgadinhos do que os idosos aqui no Brasil.

O gerente do IBGE, André Martins, afirmou à Jovem Pan que os brasileiros precisam encontrar uma maneira de melhorar a qualidade da alimentação. “A população com 10 anos a mais de idade está consumindo sódio acima do limite máximo tolerável, a quantidade de açúcar também está acima do desejável, principalmente nos adolescentes”, disse. Aumentou, entretanto, a proporção de pessoas que não adoçam bebidas.

A pesquisa revelou ainda que a adição de sal a produtos já prontos foi citada por 13,5% das pessoas, e a de açúcar por 85,4%. Os homens também bebem três vezes mais cerveja do que as  mulheres. No entanto, caiu o consumo de cerveja entre os brasileiros. De acordo com a pesquisa, entre 2017 e 2018, a cerveja era consumida diariamente em 3% dos domicílios do país. Dez anos antes, entre 2008 e 2009, esse percentual era de 3,3%, o que indica uma queda de 9 pontos percentuais da média de consumo diário da bebida em dez anos.

* Com informações do repórter Rodrigo Viga