‘Dia D’ e busca ativa fizeram com que mais de 100 mil doses atrasadas fossem aplicadas em SP, diz secretário

Edson Aparecido afirmou que prefeitura mapeou e foi até casa de idosos que não tinham tomado reforço da vacina, diminuindo de 197 mil para 80 mil o número de ‘atrasados’

  • Por Jovem Pan
  • 20/06/2021 10h42 - Atualizado em 20/06/2021 10h43
JOAO GABRIEL ALVES/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDOIdosos são maior parte dos que têm segunda dose atrasada

Em entrevista ao “Jornal da Manhã”, da Jovem Pan, deste domingo, 20, o Secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo, Edson Aparecido, falou sobre o fechamento temporário de drive thrus para vacinação e sobre o plano de imunização da capital nos próximos meses. Ele lembrou que aqueles que buscam doses remanescentes das vacinas aplicadas nos grupos prioritários devem levar documentos pessoais e comprovantes de residência para entrar na fila, priorizando sempre a ida a postos perto de casa. “A pessoa também pode se inscrever próximo de onde trabalha, mas sempre na Unidade Básica de Saúde. Os drive thrus e os megapostos não cumprem esse papel de fazer o registro das pessoas para a dose da xepa”, afirmou. Segundo o secretário, cerca de duas mil doses remanescentes são aplicadas diariamente e a chamada é feita pela ordem de inclusão na lista.

Com mais de 6 milhões de habitantes iniciando a imunização na capital, o órgão notou um porcentagem de pessoas que não tomaram a segunda dose, maior parte do público com doses atrasadas é formada por idosos que ficaram acamados ou chegaram a esquecer do reforço. “Nós tínhamos até a semana passada 197 mil pessoas que não tomaram a segunda dose, fizemos um esforço, o chamado ‘Dia D’, continuamos a busca ativa, e reduzimos esse número para cerca de 80 mil pessoas, ou seja, diminuímos em 50% aquele contingente de pessoas que não tomaram a segunda dose”, afirmou. Aparecido afirmou que a cidade vive um cenário de ascensão do número de casos, mas com ritmo menos acelerado do que em maio. Ele considerou que a vacinação já causou impacto no cenário epidemiológico da capital, que hoje tem 71% dos leitos de UTI ocupados e 53% das enfermarias cheias. “A gente não pode se enganar, a todo momento você tem um recrudescimento, o número de casos aumenta. Você vê que ontem mesmo mais de 2 mil mortos no país, ultrapassamos 500 mil óbitos em todo o país, então não podemos bobear”, afirmou.

Confira o “Jornal da Manhã” deste domingo, 20, na íntegra: