Eduardo Girão diz que religião ‘não vai interferir’ no trabalho de Mendonça e critica Alcolumbre

Para o senador, imagem do presidente da CCJ saiu ‘muito arranhada’ após demora para agendamento da sabatina: ‘Feitiço virou contra o feiticeiro’

  • Por Jovem Pan
  • 25/11/2021 10h00
Jefferson Rudy/Agência SenadoEduardo Girão defendeu a realização da sabatina de André Mendonça e declarou voto favorável ao ex-ministro

Após muita pressão dos parlamentares, discussões e apelos, o senador Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, afirmou que a sabatina de André Mendonça vai acontecer na próxima semana. A definição acontece quase quatro meses após o ex-ministro da Justiça ser indicado à vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o senador Eduardo Girão (Podemos) falou sobre as expectativas para a oitiva e criticou a demora para o agendamento. “Ninguém faz isso sozinho, não é um senador que desrespeita 81 e uma população brasileira que se comoveu com essa situação, com essa demora muito estranha. Mas o feitiço virou contra a feiticeiro. Se era esperado fritar o indicado, isso fez despertar na população uma curiosidade”, afirmou o parlamentar, criticando a posição de Alcolumbre.

“A imagem do presidente da CCJ saiu muito arranhada, nada justifica ir contra o regimento. Colegas tiveram que ir ao Supremo. Foi algo que rebaixou a Casa, que não está com esse ibope todo com a população”, disse. Ainda sobre a sabatina, Girão afirmou que o interesse dos brasileiros por André Mendonça fará com que alguns senadores acabem repensando os votos. “Acredito que vamos ter, se Deus quiser, um presente no Supremo do Tribunal Federal. Acredito e já adianto meu voto favorável ao André Mendonça”, completou.

O senador afirma que a oitiva será importante para esclarecer pontos ‘obscuros’ e possíveis questionamentos, principalmente sobre uma posição religião do indicado. “Essa questão da religiosidade ele inclusive já deixou claro e deve deixar na sabatina, que não vai interferir. São valores e princípios. Ele já demostrou em sua trajetória, inclusive no próprio ministério da Justiça e da Segurança Pública e na AGU, uma capacidade de diálogo, de interpretação correta. Isso [questão religiosa] vai ser superado rapidamente”, acrescentou.