Eleições 2020: Os desafios na área da saúde em São Paulo
A diarista Luzinete Andrade está na fila para fazer uma tomografia desde setembro do ano passado. A cada dia que passa a preocupação com as dores abdominais aumenta. “Eu tenho medo de ser outra coisa, porque eu queria fazer o exame mais rápido. Até agora espero chamar e não chama”, afirma. Se as filas por consultas e por exames já existiam antes da pandemia do coronavírus, agora, elas tendem a aumentar. Um levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar mostra que as empresas do setor perderam ao menos 327 mil clientes. De acordo com o Paulo Silvino Ribeiro, professor de Políticas Públicas da FESP-SP, esse é um reflexo do desemprego no país. “Não tenha dúvida, cresceu a demanda pela saúde na medida que cresceu o desemprego e aumentou o número de pessoas na informalidade. Então as pessoas que tinham convênio médico, ao serem dispensadas, elas perdem esse convênio”, reforça.
[jp-related-posts ids=”980332,979818,979284,978324″]
Já o médico Walter Cintra, professor de Administração de Serviços de Saúde da FGV, cita a demanda reprimida de pessoas que deixaram de procurar assistência médica por receio do coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, o SUS teve 388 mil cirurgias eletivas, ou seja, não urgentes, a menos em 2020 na comparação com os últimos cinco anos. “Os pacientes com doenças cronicas, diabéticos, hipertensos, por exemplo, deixaram de fazer seus acompanhamentos e cirurgias eletivas foram suspensas”, explica. De acordo com Walter Cintra, outro desafio do próximo prefeito ou prefeita deve ser a organização da campanha de vacinação contra o coronavírus. Embora ainda não exista uma data para a vacina ficar pronta, é esperado que ela saia já no ano que vem. “A prefeitura vai ter que se preparar para, assim que tiver a vacina, possa fazer um programa de vacinação em massa o mais rápido possível.”
*Com informações da repórter Nicole Fusco
Assuntos
continue lendo
David de Tarso
Operação da Polícia de SP mira núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar cerca de R$ 1 bi
Operação Helmintos investiga aquisição de imóveis, exploração de quiosques, favorecimento em licitações e financiamento de agentes políticos em Praia Grande
- Renan Santos formaliza pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli, do STF Marcelo Bamonte · há 39 minutos
- Alexandre Kalil, o ex-presidente do Atlético-MG, que foi prefeito de BH e agora quer o governo de MG Sarah Américo · há 1 dia
- Vorcaro perguntou se devia ‘estar fora’ para Moraes dois dias antes de ser preso Fernando Keller · há 2 dias
- Dentista do SUS e militante de esquerda: Quem é Samara Martins (UP), candidata à Presidência Lucas Peçanha · há 2 dias