Empresários pressionam pela votação da desoneração da folha de pagamentos

Os 17 setores contemplados pela medida aguardam aprovação do Senado Federal; empresários pedem previsibilidade para as empresas em 2022 e 2023

  • Por Jovem Pan
  • 29/11/2021 09h29
Pedro Ventura / Agência BrasíliaJuntos, os 17 setores acabam impactando seis milhões de empregos e para os empresários é uma grande ajuda

Mesmo coma promessa do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, em votar rapidamente o projeto, empresários pedem uma solução definitiva para a questão da desoneração da folha de pagamentos. O presidente da Associação Brasil da Indústria Textil, Fernando Pimentel, endossa a cobrança. “É claro que nós precisamos é uma solução definitiva e estruturante. Nesse momento, reconhecemos que mais relevante é que isso seja rapidamente aprovado no Senado para que as empresas tenham previsibilidade na formação dos seus orçamentos, preços e custos para 2022 e 2023. Agora, a solução definitiva é encontrar um caminho para que saiamos dessa imprevisibilidade que o Brasil supera, e muito, de diversos países que competem conosco em mercados internacionais e locais.”

A presidente da Feninfra, entidade que representa o segmento de telecomunicações, Vivian Suruagy, explica que a manutenção da desoneração da folha minimiza as atividades ameaçadas pela alta dos custos. “Não podemos ficar com indefinição de investimentos e de contratação de mão de obra”, afirmou. A redução dos encargos existe desde 2011. Prazo atual para o fim da medida está marcado para 31 de dezembro deste ano. Juntos, os 17 setores acabam impactando seis milhões de empregos e para os empresários é uma grande ajuda.

O deputado federal Ubiratan Sanderson reforça que a medida atende interesse do país. “Nós vivemos em uma momento difícil de crise econômica e para geração de emprego, criação de novos postos de trabalho precisamos ter alguma facilidade para o empreendedor, para o empregador. E essa medida, a chamada desoneração da folha de pagamentos trará condições melhores de empregabilidade.”

*Com informações do repórter Fernando Martins