Escolas da rede municipal que não estiverem preparadas não serão abertas, diz secretário de SP

Segundo Fernando Padula, a reabertura para o ensino presencial deve acontecer apenas em instituições que atendam os protocolos sanitários 

  • Por Jovem Pan
  • 02/02/2021 09h03 - Atualizado em 02/02/2021 10h55
EFE/EPA/JAGADEESH NV Seguindo determinação de uma lei, o retorno dos alunos ao ensino presencial nas escolas municipais de São Paulo é opcional

Escolas da rede municipal de São Paulo que não estiverem preparadas para o retorno do ensino presencial não serão abertas. A afirmação é do secretário municipal da Educação da cidade de São Paulo, Fernando Padula, que garante transparência da pasta para tratar a questão da volta às aulas. “A secretaria está preparada, as escolas estão preparadas, mas para garantir o protocolo nós contratamos a SPDM, que é da Unifesp, para fazer uma vistoria esta semana em todas as escolas do ponto de vista sanitário para verificar o protocolo. Aí fica o nosso compromisso, aquelas escolas que não estiverem preparadas para a reabertura, vamos declarar publicamente e elas não serão abertas até que estejam adequadas”, afirmou o responsável pela educação da capital paulista, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

Mesmo assim, Fernando Padula garantiu que “as escolas estão preparadas para seguir orientações da saúde” e enumerou as medidas adotadas pelo município para que os colégios estejam devidamente preparados para o retorno municipal, previsto para acontecer com apenas 35% dos alunos presentes. Entre as ações adotadas está a compra de equipamentos de proteção individual (EPIs), álcool gel, termômetro, adoção do distanciamento social e a destinação de R$ 280 milhões para “pequenas adaptações” nas unidades de ensino. “Foram adquiridas para todos os alunos três máscaras de pano, portanto, elas podem ser lavadas e reutilizadas, seguindo os padrões de ter as três faces; também sabonete líquido e uma caneca para que leve na escola e não tenha que usar o bebedouro. Então tem máscara para aluno, álcool gel, distanciamento social, 35% dos alunos [presentes em sala de aula] e protetor facial e máscara para os professores.”

O secretário lembrou que o retorno ao ensino presencial nas escolas municipais de São Paulo é opcional, seguindo determinação de uma lei. Segundo ele, no entanto, pesquisa da secretaria mostra que 220 mil respostas recebidas, o que representa 20% do setor municipal, 65% dos participantes querem o retorno das atividades presenciais. A proposta do levantamento é entender qual o percentual de alunos que devem participar nas aulas nas instituições e, se necessário, adotar critérios para a distribuição dos alunos, lembrando que a prioridade será para estudantes que não tiveram acesso às aulas remotas em 2021 ou que apresentaram “pior desempenho nas avaliações diagnósticas”. Fernando Padula reforçou ainda o diálogo da secretaria com entidades sindicais, assim como com pais, professores e profissionais da educação e disse esperar que a questão não se torne uma disputa judicial. “Desde o inicio já chamamos as entidades sindicais. O diálogo, a busca por consensos sem ideologia é o melhor caminho, continuamos abertos ao diálogo e esperamos que a educação não seja judicializada”.