Famílias de tripulantes de lancha que sumiu entre Rio de Janeiro e Ceará pedem ajuda

Último contato com parentes e amigos aconteceu no sábado, 30 de fevereiro

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2021 06h58
Reprodução/Rádio Jovem PanA Marinha do Brasil participa das buscas desde que foi acionada

Seguem as buscas aos cinco tripulantes de uma embarcação que sumiu na costa fluminense no último final de semana. A embarcação levava um empresário gaúcho e quatro cearenses: Domingos Sávio, Guilherme Ambrósio, Cláudio de Souza e Wilson Martins dos Santos. O empresário foi ao Rio de Janeiro para comprar a lancha e os outros quatro amigos foram chamados para participar de uma expedição até o Ceará, que duraria entre 15 e 20 dias.  No entanto, no trajeto, a lancha teria apresentado problemas mecânicos. As condições climáticas também eram desfavoráveis. O último contato com parentes e amigos aconteceu justamente no sábado, 30.

De lá para cá não houve mais notícias dos cinco. Não se sabe se a embarcação está à deriva ou naufragou. Segundo a mulher de um deles, Tatiana, à Jovem Pan, todos tinham grande experiência no mar e já passaram por testes de sobrevivência. A Marinha do Brasil participa das buscas desde que foi acionada. São usados navio, avião, helicóptero nessa operação de resgate. Tatiana alega que houve demora para o início das buscas e diz que vem encontrando dificuldades para manter contato com a Marinha. Ela, que chegou ao Rio de Janeiro nesta quarta, pede para que a instituição intensifique as buscas aos desaparecidos.

“A gente não tem ninguém para nos amparar aqui, a Marinha não tem nenhum suporte. Eles não mandam endereço, isso não não pode acontecer. São cinco pessoas perdidas. Pelo amor de Deus, façam alguma coisa. Não fiquem parados. São famílias.” A Marinha do Brasil alega, por sua vez, que tem prestado toda a assistência para as famílias e mantém contato permanente. A lancha foi comprada pelo empresário Ricardo Kirst, um apaixonado pelo mar, que queria usar ela para encontros e passeios com familiares e amigos.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga