Febre do morango do amor eleva preços e expõe falta de mão de obra no RS
A crescente popularidade do morango do amor, um doce que se tornou uma verdadeira febre, está impactando diretamente o preço da fruta no Rio Grande do Sul. A alta procura, somada à falta de mão de obra e a uma safra menor, pressiona os produtores e coloca em destaque os desafios da agricultura familiar na região. O município de Bom Princípio, localizado a 76 km de Porto Alegre e conhecido como a “Capital Estadual do Moranguinho”, está no centro dessa questão. A cidade, que tem sua economia majoritariamente movida pela agricultura familiar, enfrenta uma escassez da fruta para atender à demanda inesperada.
A safra deste ano em Bom Princípio está estimada em 1.000 toneladas, uma redução em comparação com as 1.100 toneladas colhidas no ano anterior. Essa queda na produção é agravada por um problema estrutural: a falta de mão de obra.
Cerca de 60 famílias de agricultores são responsáveis por quase toda a produção de morango da cidade. O cultivo é feito de forma moderna, com 95% da produção em estufas semi-hidropônicas, mas a colheita é um processo 100% manual. A automação é inviável para as pequenas propriedades, o que torna a produção dependente de trabalhadores e expõe a dificuldade da sucessão rural no município de 13 mil habitantes.
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Surpreendidos pela popularidade do “morango do amor” fora de época — já que o auge da safra ocorre tradicionalmente em setembro —, os produtores lutam para suprir o mercado. Apesar da quebra na safra, a cidade projeta uma alta no turismo e espera um público recorde de mais de 180 mil pessoas para a sua tradicional festa em setembro, impulsionada justamente pela fama do doce.
*Com informações de Arthur Cirpriani
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*Reportagem produzida com auxílio de IA