Governadores e deputados pressionam governo por compra de segundo lote da CoronaVac

Contrato prevê 46 milhões de doses até abril e a intenção de comprar mais 54 milhões, ainda sem definição

  • Por Jovem Pan
  • 29/01/2021 07h05
DRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 12/12/2020A Rede Sustentabilidade pediu ao ministro do STF, Ricardo Lewandowski, que obrigue o Ministério da Saúde a optar pela aquisição do segundo lote

Preocupados com a sequência da vacinação contra a Covid-19, deputados, partidos e governadores estão pressionando o Ministério da Saúde pedindo a aquisição definitiva de todas as vacinas produzidas pelo Instituto Butantan. O contrato prevê 46 milhões de doses até abril e a intenção de comprar mais 54 milhões, ainda sem definição. Caso não seja possível confirmar a compra federal dos imunizantes, o governador do Piauí, Wellington Dias, coordenador do tema vacina no fórum dos governadores, defende a compra da CoronaVac pelos próprios estados.

“Ou seja, essas vacinas nós vamos querer para o Brasil no Plano Nacional de Imunização. Em primeiro lugar pelo Ministério. Não sendo possível pelo Ministério da Saúde, será pelos estados.” Os governadores cobram ainda a definição do cronograma para a entrega das próximas doses e pedem autorização do Ministério da Saúde para utilizar as vacinas reservadas para a segunda dose, a fim de atender toda a demanda programada para o público prioritário. São Paulo já havia formalizado um pedido para usar todas as vacinas já disponíveis na primeira dose.

Nesta quinta-feira, a pasta reforçou a orientação anterior para que estados e municípios “cumpram diretrizes, garantindo que o país tenha vacinas suficientes para imunizar com duas doses previstas”. O secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, afirmou nesta quinta-feira que o governo está buscando ampliar a oferta de imunizantes. “Eu deixei bem claro que nós continuamos negociando com vários outros laboratórios. Essas do Butantan são a partir de maio. Ele tem que entregar 46 milhões até 30 de abril. E nós vamos acompanhando o cronograma. Se ele puder entregar mais em um período menor, melhor para a população e para o SUS“, disse.

O partido Rede Sustentabilidade pediu ao ministro do STF, Ricardo Lewandowski, que obrigue o Ministério da Saúde a optar pela aquisição do segundo lote da CoronaVac em 48 horas. Além do Butantan, o brasil tem mais dois acordos para compra de vacinas. Um deles, com a Fiocruz, prevê 102 milhões de doses até julho da vacina da farmacêutica britânica AstraZeneca, desenvolvida com a Universidade de Oxford. Nesta quinta-feira, o comitê de vacinas da Alemanha informou que esse imunizante não deve ser aplicado em idosos com 65 anos ou mais. O governo do Reino Unido discordou e declarou que a vacina é eficaz para todas as faixas etárias.

*Com informações dos repórter Vinícius Silva e Camila Yunes