Governadores e secretários da Fazenda defendem reforma tributária mais ampla

Os governadores concordam que a proposta da equipe econômica é tímida e sugerem discutir as matérias que já tramitam no Congresso Nacional

  • Por Jovem Pan
  • 13/08/2020 06h52 - Atualizado em 13/08/2020 08h28
Renato Cerqueira/Estadão ConteúdoHenrique Meirelles avalia que, sem mudanças do ICMS, será impossível viabilizar a reforma

Estados defendem reforma tributária ampla e afinam discurso para apoiar mudança nos impostos sobre consumo. Os governadores concordam que a proposta da equipe econômica é tímida e sugerem discutir as matérias que já tramitam no Congresso Nacional. Uma das ideias é a substituição de Pis, Cofins, Ppi, ICMS e ISS por uma única sigla: IBS. O imposto sobre bens e serviços tem semelhanças ao CBS, sugerido pelo ministro Paulo Guedes, mas leva em conta os tributos estaduais. Os empresários poderiam deduzir o valor na hora em que o recolhimento fosse feito.

O presidente do comitê de secretários de fazenda, Rafael Fonteles, do Piauí, afirma que a reforma não é sinônimo de aumento da carga. Ele afirma que seria feito um equilíbrio para evitar o aumento da carga de tributos aos contribuintes. Em reunião da comissão mista do congresso, o secretário de fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, ressalta que o Brasil é desigual. Ele lembra que o estado é responsável por 22% da balança comercial, ao destacar o bom desempenho das exportações. Ao mesmo tempo, o secretário da fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, avalia que, sem mudanças do ICMS, será impossível viabilizar a reforma. O ICMS, citado por Henrique Meirelles, é o principal imposto dos estados brasileiros e incide sobre mercadorias e serviços. Os secretários apontam que o Brasil chegou ao fundo do poço tributário e a reforma não pode mais esperar.

*Com informações da repórter Camila Yunes