Governo confirma antecipação do pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas

Primeira parcela será paga ainda em maio, juntamente com o benefício mensal — entre os dias 25 de maio e 8 de junho

  • Por Jovem Pan
  • 05/05/2021 08h05 - Atualizado em 05/05/2021 10h55
Itaci Batista/Estadão ConteúdoJair Bolsonaro assinou o decreto que antecipa o pagamento que normalmente é realizado nos meses de agosto e novembro

A antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas vai injetar R$ 52,7 bilhões na economia brasileira. O que, segundo o governo, vai ajudar no processo de recuperação após os impactos negativos da pandemia da Covid-19. A primeira parcela do 13º salário será paga agora, em maio, juntamente com o benefício mensal — entre os dias 25 de maio e 8 de junho. A segunda parcela será paga no mês que vem. O presidente Jair Bolsonaro assinou na terça-feira, 4, o decreto que antecipa o pagamento que normalmente é realizado nos meses de agosto e novembro. Segundo a justificativa do Ministério da Economia, a grande maioria dos beneficiários são idosos, doentes ou inválidos.

Mas, segundo o governo, integrantes daquele grupo mais vulnerável ao coronavírus terá agora uma maior segurança financeira neste momento bastante complicado. A área técnica do governo explica, também, que essa medida não vai ter impacto orçamentário — uma vez que não se trata de nenhuma despesa nova, apenas uma antecipação de um pagamento que já estava previsto. Essa antecipação, vale lembra, está sendo discutida a tempos. Ela só foi possível agora por conta do fim da negociação em torno do orçamento geral da União. O ministro Paulo Guedes, no entanto, continua sendo pressionado pelos colegas da esplanada a garantir recursos extras para projetos de vários ministérios.

Ontem ele rebateu criticas que estão sendo feitas pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que tem cobrado mais dinheiro para a pesquisa da vacina. “O ministro acaba de ter R$ 5 bilhões a mais no orçamento dele. Eu falei isso. ‘Você acabou de receber R$ 5 bilhões a mais e está reclamando que está faltando para fazer vacina? Faz menos foguete e faz mais vacina, pô.’ Se tem prioridade, a prioridade é a vacina.” O ministro da Economia participou de uma comissão na Câmara e teve que explicar declarações polêmicas que deu nos últimos tempos. Guedes tem reclamado do que ele chama de assassinato de reputações e espiral de ódio — e que as declarações dele acabam sendo analisadas fora de contexto.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin