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Governo de São Paulo estuda mudar gestão de Hospital Emílio Ribas

Médicos solicitaram audiência com a Secretaria de Saúde para 17 de julho; instituição é referência na infectologia brasileira e desempenhou um papel crucial durante a pandemia de coronavírus

Luisa Cardoso

O governo de São Paulo estuda passar para a gestão privada o Instituto de Infectologia Emílio Ribas. O hospital, um serviço porta aberta que atende sem agendamento prévio. Atualmente sob a administração da Secretaria Estadual de Saúde, a instituição tem sido o centro de várias discussões relacionadas à gestão e às terceirizações implementadas nos últimos anos. Essas práticas têm gerado preocupações entre os médicos residentes e a associação dos médicos do instituto, que veem com apreensão o futuro do hospital. De acordo com a nota da associação de médicos do Instituto Emílio Ribas, foi realizada uma reunião nesta semana, na qual foram informados que a coordenadoria de serviços de saúde seria extinta e que um novo modelo passaria a vigorar. Uma das alternativas em análise envolve a integração da instituição ao Hospital das Clínicas, que se localiza nas proximidades. Em resposta a essas possíveis mudanças, os médicos solicitaram uma audiência com a Secretaria de Saúde, agendada para o dia 17 de julho.

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Além disso, há planos para realizar uma nova assembleia com o objetivo de discutir as propostas e determinar os próximos passos. Está também em vista a formação de um comitê de representação dos funcionários para facilitar o diálogo com a secretaria. Com mais de 144 anos de história, o Hospital Emílio Ribas é referência na infectologia brasileira e desempenhou um papel fundamental durante a pandemia de coronavírus. A instituição destaca a importância de se manter como um serviço 100% público, com foco em infectologia, mantendo seu protagonismo na saúde pública, sua função de hospital de ensino e a capacidade de atender a população imediatamente, sem necessidade de agendamento prévio. Apesar das discussões sobre as possíveis mudanças na gestão, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo ainda não emitiu um pronunciamento oficial sobre o assunto.

Publicado por Luisa Cardoso

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