Governo do Rio comemora acordo sobre plano de recuperação fiscal

Cláudio Castro celebrou a renovação do acordo com a União, que ainda tem que ser aprovado pelo presidente da República

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2022 09h17
MAGA JR/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDO Cláudio Castro, governador em exercício do Rio Governador do Rio de Janeiro firmou acordo para diluir diluir a dívida que soma mais de R$ 140 bilhões

O estado do Rio de Janeiro fechou um acordo com a União nesta terça feira, 21, para se manter no regime de recuperação fiscal após uma longa negociação com o governo federal. O Estado ingressou no regime em 2017 e ficaria até 2020 sendo que, pela variação do governo fluminense, poderia ser prorrogado automaticamente até 2023. Na época, o Estado enfrentava uma grave situação fiscal e econômica e, durante 2 anos, o governo vinha negociando as premissas para se manter a recuperação com base em novas regras aprovadas pelo Congresso Nacional. Em 2021, o Congresso aprovou novas medidas para o regime de recuperação fiscal.

Agora, o governo tem 10 anos para diluir os passivos que somam quase de mais de R$ 140 bilhões com a União. O governador Cláudio Castro comemorou o fechamento do acordo e disse que agora o estado terá recursos disponíveis para áreas consideradas essenciais como segurança, saúde e educação, além do pagamento em dia de fornecedores e servidores. Se não houvesse o acordo, os cofres do Rio teriam que desembolsar em 2022 mais de R$ 24 bilhões. As novas premissas do acordo com União não foram divulgadas, mas o governador celebrou bastante o acerto.

“Vamos ter um bom tempo para organizar nossas dívidas. O Rio. que hoje está financeiramente estável, agora vamos crias esta estabilidade fiscal que é fundamental para o desenvolvimento, para o futuro e para a gente ter um bom ambiente político e jurídico de negócio e o Rio possa voltar a crescer”, explicou Castro. O ministério da Economia informou à Jovem Pan que o acordo de recuperação fiscal foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mas inda precisa ser homologado pelo presidente da República, o que deve acontecer nos próximos dias. A partir daí é que as premissas deste novo regime serão esclarecidas e divulgadas.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga