Governo minimiza reação do mercado e aposta em recuperação rápida da Petrobras

O vice-presidente Hamilton Mourão acredita que, se o mercado entender que Bolsonaro não tem interesse em interferir nas políticas liberais, a estatal terá seus valores restabelecidos em breve

  • Por Jovem Pan
  • 24/02/2021 11h17 - Atualizado em 24/02/2021 19h40
MATEUS BONOMI/AGIFHomem trabalhando próximo a um tanque da estatal brasileira de petróleo, a Petrobrás

O governo federal está apostando em uma recuperação rápida da Petrobras. As ações da empresa caíram mais de 20% na segunda-feira, 22, em reação à troca na presidência da estatal determinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Já na terça, 23, no entanto, os papéis voltaram a se valorizar. A expectativa do Palácio do Planalto é de uma recuperação total dos valores até o fim da semana. Como explica o vice-presidente da república, general Hamilton Mourão, basta que fique claro ao mercado que Bolsonaro não tem interesse em interferir nas políticas liberais que vêm sendo adotadas pela empresa. “Nos últimos 26 anos, a Petrobras tomou oito tombos, e volta. Então é isso que vaia acontecer, basta ficar muito claro que a troca do presidente não significa troca na política de preço que é praticada”.

Em conversa com apoiadores na terça, o presidente garantiu que não tem qualquer interesse em impor ou sequer sugerir mudanças na política de preço praticada pela Petrobras. A ideia dele é dar previsibilidade e transparência para que o consumidor possa se preparar e entender o por que dos reajustes determinados pela empresa, principalmente no que diz respeito aos combustíveis e ao gás de cozinha. São medidas neste sentido que Bolsonaro diz esperar do novo presidente da estatal. “O que eu interferi na Petrobras? O que eu falei para abaixar o preço? O novo presidente vai dar uma arrumada, vocês vão ver o quanto a Petrobras vai mudar. Se tiver que fazer qualquer mudança, nos faremos”, diz. Embora a principal reação tenha vindo do mercado, Bolsonaro responsabiliza a imprensa pela repercussão negativa na troca da presidência da estatal.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado