‘Inflação vai ser alta, mas tudo tende a se acomodar no ano que vem’, diz Paulo Skaf

Presidente da Fiesp defende busca por ‘caminhos de acomodação’ para que discussões econômicas não comprometam o crescimento e recuperação do país

  • Por Jovem Pan
  • 27/10/2021 08h31 - Atualizado em 27/10/2021 10h05
Nilton Fukuda/Estadão ConteúdoSkaf defende que preciso "acomodar" as situações adversas que atingem o mercado financeiro, sem prejudicar o crescimento do país

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, projeta uma tendência positiva para a economia brasileira. Embora reconheça que a inflação deve seguir em patamares altos até o fim do ano, ele entende que as estimativas são de acomodação para 2022. “Inflação vai ser alta? Vai, pode ser de 9% ou 10%, mas ano que vem, tudo tende a se acomodar. Não adianta ficar pregando crise, dificuldades, porque já temos isso, estamos em uma pandemia”, afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quarta-feira, 27. “A arrecadação está crescendo acima do previsto, temos a possibilidade de um salto de balança comercial muito positivo e temos problemas de escassez de matérias, de componentes, semicondutores, isso está prejudicando alguns setores”, reconheceu, pontuando que é preciso encontrar uma forma de “acomodar” as situações adversas que atingem o mercado financeiro, sem prejudicar o crescimento do país.

“Temos que encontrar caminhos de acomodação, não estamos em uma situação normal. Estamos em um pós-pandemia que houve uma desorganização total na economia mundial. O orçamento do governo é de R$ 1,6 trilhão, não podemos permitir que uma despesa que possa ter que sofrer um ajuste, que representa 2% desse orçamento, comprometa o crescimento da economia brasileira”, disse Skaf, defendo que todos deveriam “estar de mão dadas” buscam o melhor para o país. “Se não houvessem interesses políticos, se não houve situação, oposição e eleições no ano que vem, naturalmente todos os problemas poderiam se acomodar de forma mais suave no entendimento entre as pessoas”, completou.