Lira defende votação da reforma administrativa no primeiro trimestre

Candidato à presidência da Câmara, o parlamentar disse que não terá preconceito de pauta e promete discutir temas polêmicos

  • Por Jovem Pan
  • 28/01/2021 07h46 - Atualizado em 28/01/2021 10h01
Luis Macedo/Câmara dos DeputadosArthur Lira, que tem apoio do presidente Jair Bolsonaro para a disputa, prometeu, caso eleito, discutir a reforma administrativa imediatamente

O deputado federal Arthur Lira (PP) defendeu que a votação da reforma administrativa deve acontecer no primeiro trimestre do ano. Lira declarou que não terá preconceito de pauta e promete discutir temas polêmicos, caso vença a eleição na Câmara dos Deputados. O parlamentar considera indispensável analisar a PEC Emergencial e as mudanças tributárias. Em evento com candidatos à presidência da Casa nesta quarta-feira, 27, Arthur Lira, que tem apoio do presidente Jair Bolsonaro para a disputa, prometeu, caso eleito, discutir a reforma administrativa imediatamente. “E me comprometi em todos os lugares que a primeira pauta que vamos fazer é a pauta da reforma administrativa. O Brasil precisa dar sinais claros de respeito ao teto, de respeito à contenção de despesas e tratar sem ferir o direito adquirido de ninguém, com debate claro, instalando a CCJ, instalando a Comissão Especial, trazer essa PEC o mais rápido possível para o plenário. Nós temos que discutir e votar no primeiro trimestre”, disse. Na entrevista, promovida pela “Frente Ética Contra a Corrupção da Câmara, Lira prometeu debater as mudanças tributárias e política.

Também presente ao evento, o candidato do Novo para a eleição, Marcel Van Hattem, também defendeu a reforma administrativa. “Pelo fato de já estar prepada desde o ano de 2019 já percebemos que, mesmo tendo sido apresentada pelo poder Executivo, levou quase um ano para que fosse protocolada na Câmara dos Deputados e quando protocolada veio mais mirrada do que na proposta original que havia sido apresentada para todos os líderes partidários”, afirmou. Ele sugere que a reforma administrativa tenha validade para os servidores atuais. Já o candidato do Anvante, André Janones, prega cautela. “A gente não pode aprovar nenhuma reforma, nem a tributária, nem a administrativa, a toque de caixa. A gente teve em um passado muito recente, quando discutimos a reforma da previdência, uma grande chance de diminuir as desigualdades sociais no nosso país e não o fizemos, muito pelo contrário”, disse. Além de André Janones, Marcel Van Hatten e Artur Lira, os demais concorrentes devem participar de uma nova rodada de entrevistas nesta quinta-feira, 28. O principal adversário do candidato governista é Baleia Rossi (MDB), defensor da reforma tributária.

*Com informações do repórter Fernando Martins