Maioria da população culpa governo estadual e Prefeitura de SP pela situação da Cracolândia, aponta pesquisa

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas apontou que, somados, 56,2% dos eleitores responsabilizam as gestões de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB) pelo problema do uso de drogas no centro da capital paulista

  • Por Jovem Pan
  • 20/07/2023 10h33 - Atualizado em 20/07/2023 11h12
Praça Princesa Isabel - Cracolandia - Allan White / Fotos Publicas cracolandia-Allan White-Fotos Publicas População culpa o poder público local pela situação calamitosa da Cracolândia em São Paulo

A maioria dos eleitores da capital paulista acredita que a responsabilidade pela situação da Cracolândia, na região central da cidade, é do governo do Estado e da Prefeitura. Um levantamento realizado entre os dias 9 e 13 de julho pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta quarta-feira, 19, mostra que 28,4% dos paulistanos avaliam que a administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é a principal culpada pela situação, enquanto 27,8% culpam a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Ou seja, no total, 56,2% dos eleitores culpam o poder público local. A pesquisa estimulada ouviu 1.096 eleitores a partir da seguinte pergunta: “De quem é a maior responsabilidade pela situação da Cracolândia hoje: do Governo Federal, do Governo do Estado, da Prefeitura ou da sociedade?”. De acordo com a pesquisa, 22,1% avaliam que a responsabilidade é da sociedade e apenas 14,4% disseram que a responsabilidade é do Governo Federal. Outros 7,3% não opinaram, não sabem ou não quiseram responder o estudo.

Recentemente, o debate a respeito da Cracolândia tem se acirrado entre Tarcísio e Nunes. O governador já manifestou a intenção de remover as pessoas da área central da cidade, onde ficam próximos de locais de grande circulação e comércios, e transferi-las para o Complexo Prates, área de 11 mil metros quadrados, no bairro do Bom Retiro, onde funcionam um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que atende dependentes químicos, dois abrigos, um para crianças e adolescentes e outro para homens adultos, uma unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) e um centro de convivência. A mudança seria feita em ação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana. Ao saber da proposta, Nunes voltou a dizer que mudar o fluxo de lugar é uma tarefa difícil e que ainda considera a possibilidade. “Nós temos vários serviços da prefeitura de São Paulo que fazem o atendimento. Creio que seja isso, de fazer um redirecionamento para tratamento, não de remover a Cracolândia de um local para outro.”

De acordo com a apuração da repórter Beatriz Manfredini, no Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, os moradores e comerciantes do Bom Retiro temem a transferência e organizam um abaixo-assinado on-line chamado “Não à transferência da Cracolândia para o Bom Retiro”, que já conta com mais de 10 mil assinaturas em menos de 24 horas. Nesta quinta-feira, 20, às 17h, haverá uma reunião do comitê formado entre Estado e município, que tem tratado da questão da Cracolândia, onde a hipótese da transferência dos usuários deve ser tratada.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini

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