MEC libera R$ 525 milhões para volta às aulas presenciais

Os recursos devem ser usados na reestruturação de projetos pedagógicos e para reparos nas unidades e compra de equipamentos de higiene

  • Por Jovem Pan
  • 08/10/2020 06h19
LUCAS SILVA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOEm São Paulo, o governo vai aplicar testes de Covid-19 em 10 mil alunos e mais de 9 mil professores da rede estadual

O Ministério da Educação vai liberar R$ 525 milhões para apoiar a reabertura de 117 mil escolas. Os recursos devem ser usados na reestruturação de projetos pedagógicos, desenvolvimento de atividades de revisão e avaliação, além de reparos nas unidades e compra de equipamentos de higiene. Nesta quarta-feira, o MEC apresentou um guia com orientações para o retorno seguro das atividades presenciais na educação básica. A secretária de Educação Básica, Izabel Pessoa, diz que a retomada do ensino cabe aos estados e municípios. O conteúdo do documento ele traz também o conjunto de ações que são suporte do Ministério para o retorno às aulas no momento que isso for decidido por cada rede de ensino.”

Em São Paulo, o governo vai aplicar testes de Covid-19 em 10 mil alunos e mais de 9 mil professores da rede estadual. Inicialmente, os testes serão feitos em estudantes e profissionais de cem escolas de várias regiões. Em cada unidade, serão testados cem alunos e todos os servidores. Segundo o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, a testagem também será estendida a pessoas sem sintomas devido à possibilidade de infecções em fase inicial de contágio. “Nós vamos avaliar, naqueles indivíduos assintomáticos, a presença do vírus, mostrando o momento atual dessa circulação. Então o motivo é estimar a incidência [da Covid-19] durante o retorno das aulas”, explica. Nesta quarta-feira, 07, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo determinou que colégios privados do estado não podem convocar professores que morem com pessoas do grupo de risco para o novo coronavírus. Segundo a decisão, o afastamento desses profissionais deve permanecer até o fim do risco de contágio decorrente da pandemia.

*Com informações da repórter Letícia Santini