Médico que usou ‘blackface’ para simular conversa com paciente pobre pode ser investigado pelo CRM
Os alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa pretendem levar ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo o caso do professor que usou uma máscara preta para representar um diálogo com um paciente pobre. O caso aconteceu na última terça-feira, 6, durante uma aula virtual para o primeiro ano do curso de Ciências Médicas da Santa Casa. Os estudantes filmaram a tela do computador com a aula do professor e o vídeo viralizou na internet. As imagens mostram o médico Ronald Sergio Pallotta Filho com uma máscara preta falando de forma jocosa simulando um paciente do SUS. O tema da aula, segundo os estudantes, era mostrar como a boa relação entre médico e paciente pode facilitar um diagnóstico. Esse tipo de ridicularização é chamada de “blackface” e é considerada uma prática racista contra pessoas negras.
[jp-related-posts ids=”989685,989682,989665″]
A Santa Casa de São Paulo afirmou que “repudia veementemente qualquer ação de cunho racista ou preconceituoso” e determinou abertura de sindicância que pode resultar no afastamento do médico. Em nota, o professor de medicina Ronald Sergio Pallotta Filho pediu desculpas e afirmou que não tinha intenção de “expor conteúdo racista” ao usar uma máscara preta. Segundo ele, a máscara foi uma “inocente e infeliz escolha”.
*Com informações do repórter Leonardo Martins