Medidas restritivas passam a valer e dividem médicos e comerciantes no Rio de Janeiro
Medidas restritivas impostas pela prefeitura do Rio de Janeiro para evitar um potencial colapso no sistema de saúde por causa da pandemia da Covid-19 passaram a valer na sexta-feira, 5, e dividiram o município. Entre as mudanças estão a imposição de toque de recolher, redução no horário de funcionamento de bares, lanchonetes e restaurantes, proibição de operação de boates, casas noturnas e realização de shows ou eventos em ambiente público ou privado. Na orla da cidade, os quiosques não funcionarão e ambulantes não poderão trabalhar até a próxima quinta-feira, 11. A medida gerou preocupação. “Só Deus sabe, amanhã a gente vê, funcionário, carteira assinada, carros… Como é que vai fazer, depois a gente vê. Não está fácil para segurar. A gente tem feito um esforço danado aqui, tem conseguido manter os quiosques, pelo que eu sei, na pandemia, de 309 quiosques, três fecharam em definitivo. Isso é um feito enorme para o que está acontecendo ai, não é isso? Isso aqui gera emprego”, pontuou o microempresário Maurilio Carneiro, que trabalha na orla de Copacabana.
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Parte dos médicos, infectologistas e especialistas da área apoiam as decisões tomadas pela prefeitura da cidade, que chegou a elencar uma das maiores taxas de mortalidade por habitante durante a pandemia. “A questão econômica nunca esteve dissociada da saúde, mas é fato que o momento requer esse cuidado. O Rio de Janeiro amarga números muito ruins, são 200 óbitos para cada 100 mil habitantes, que é mais do que São Paulo, que apesar de ter o maior número absoluto, tem 130 óbitos por 100 mil. De qualquer forma e mesmo com números estáveis agora, nós estamos vivendo um contexto em que o Brasil tem novas variantes circulando e respondendo por mais infecções, o que pode comprometer a eficiência, que vem em um ritmo muito lento”, afirmou a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cristina Barros. O primeiro caso de Covid-19 registrado no estado completou um ano nesta sexta-feira, 5. Até o momento, mais de 33,5 mil mortes foram registradas no país e quase 600 mil casos foram confirmados.
*Com informações do repórter Rodrigo Viga
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