Mudança nos ministérios visa acelerar calendário de entrega de vacinas, afirma Ricardo Barros

Líder do governo na Câmara disse que saída de Ernesto Araújo do Itamaraty culminou no conjunto de trocas de cadeiras

  • Por Jovem Pan
  • 30/03/2021 10h34 - Atualizado em 30/03/2021 16h42
Cleia Viana/Câmara dos DeputadosRicardo Barros acredita que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem feito um bom trabalho de interlocução com o parlamento

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, afirmou que as mudanças ministeriais realizadas na segunda-feira, 29, em seis pastas aconteceram no sentido de atender uma necessidade da Covid-19. De acordo com ele, toda a ação do presidente da Casa, Arthur Lira, foi uma cobrança de postura do governo em relação à pandemia alegando que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não tinha condições de antecipar o calendário de entrega das vacinas.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o ex-ministro da Saúde do governo Michel Temer destacou que a mudança no Itamaraty acabou culminando no conjunto de mudanças para acomodação dos ministros. “Um movimento muito bom, que facilita a articulação política e nos dá esperança de antecipar a vacinação”, avaliou Barros. Ele negou que o presidente Jair Bolsonaro queira alinhar as Forças Armadas com o governo. “Apenas um movimento de acomodação. Ramos foi para a Casa Civil e Braga Netto foi para Defesa. E aí saiu o ministro Fernando.”

Sob a ótica dos novos titulares das pastas, o líder do governo acredita que falta uma “demonstração palpável” do esforço que está sendo feito pela obtenção das vacinas, e aconselha a ida aos Estados Unidos, China e Índia na tentativa de antecipar a entrega dos imunizantes que já foram adquiridos. “Esperamos do Ministério das Relações Exteriores antecipar o calendário de entrega de vacinas já compradas. A Covaxin a Anvisa não autorizou importação, Sputnik também. Temos só três vacinas liberadas até hoje. Estamos muito limitados, mas se espera que o conjunto de forças atue com Queiroga neste sentido.” Ricardo Barros acredita que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem feito um bom trabalho de interlocução com o parlamento, além de pedir apoio da comunidade científica.