‘Não é só São Paulo que está sofrendo com apagão de vacinas’, diz Gorinchteyn

Secretário estadual de Saúde afirmou que outros Estados também vivem situação ‘problemática’ e que uso da CoronaVac como terceira dose está respaldado por estudos clínicos: ‘Não é achismo, é ciência’

  • Por Jovem Pan
  • 13/09/2021 09h15 - Atualizado em 13/09/2021 17h30
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOSão Paulo deu início ao calendário de reforço vacinal em 6 de setembro e incluiu o imunizante do Instituto Butantan no rol de opções para aplicação

O governo de São Paulo inicia nesta segunda-feira, 13, a aplicação da vacina da Pfizer no lugar da AstraZeneca. A substituição acontece em meio à escassez do imunizante, causada por um atraso na entrega de insumos para a produção na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela fabricação do composto no Brasil. Agora, a ideia da gestão de João Doria é vacinar com a Pfizer pessoas que deveriam tomar a segunda dose da vacina de Oxford entre 1º e 15 de setembro. Segundo o secretário Estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, o baixo estoque é generalizado no país. “Não é só São Paulo que está sofrendo apagão de vacinas, especialmente da AstraZeneca. Existem outros Estados vivendo essa mesma problemática. […] Se sempre dissemos que para uma pessoa estar devidamente vacinada precisaria estar com as duas doses, não seria certo deixar público à mercê”, disse em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, reforçando que a decisão pela combinação de vacinas foi baseada em estudos do comitê científico do Estado.

Ainda sobre a imunização, Gorinchteyn também rebateu críticas feitas ao Estado pelo uso da CoronaVac para a terceira dose da vacina contra a Covid-19. São Paulo deu início ao calendário de reforço vacinal em 6 de setembro e incluiu o imunizante do Instituto Butantan no rol de opções para aplicação, o que contraria o Ministério da Saúde, que recomenda preferencialmente o uso da Pfizer. De acordo com o secretário, considerando o avanço da variante Delta, é preciso ampliar a proteção dos idosos e imunossuprimidos com “qualquer imunizante disponível”. “Não é achismo, estamos respaldados por estudos clínicos. É ciência. Isso é baseado nos trabalhos que mostram o quanto uma terceira dose de reforço dada para esse grupo elevou a sua produção de anticorpos. Assim que temos que fazer, usar a terceira dose, proteger imunossuprimidos que precisam incrementar a sua proteção para que agora, quando temos a população nas ruas, eles estejam devidamente protegidos”, finalizou.