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Netanyahu afirma que continuará ofensiva em Gaza mesmo com cessar-fogo

Paralelamente à intensificação militar, a ONU declarou oficialmente um cenário de fome em larga escala na Faixa de Gaza após 22 meses do conflit0 

Victor Trovão

Benjamin Netanyahu
Jerusalem hosts International Conference on Combating Antisemitism EFE/EPA/ATEF SAFADI

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva militar na Faixa de Gaza continuará, independentemente de um eventual acordo de cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas. A afirmação reforça a posição do governo israelense de manter a incursão terrestre, que já está em andamento com tanques se aproximando da Cidade de Gaza. Netanyahu foi enfático ao dizer que Israel “não voltará atrás” com a operação, aprovada há dez dias pelo Conselho de Segurança Nacional do país. A decisão visa desmantelar o que Israel considera o último grande reduto do Hamas. A posição do governo, no entanto, gera divisões dentro de Israel, onde familiares de reféns temem que a escalada do conflito represente uma “sentença de morte” para os sequestrados.

Paralelamente à intensificação militar, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou oficialmente um cenário de fome em larga escala na Faixa de Gaza, o primeiro a ser registrado no Oriente Médio. A classificação, feita em conjunto com a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), baseia-se em critérios técnicos severos:

  • Ao menos 20% da população enfrenta escassez extrema de alimentos.

  • 30% das crianças sofrem de desnutrição aguda.

  • A taxa de mortalidade por inanição atinge duas pessoas para cada 10 mil habitantes diariamente.

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O governo de Israel nega as acusações de que esteja impedindo a entrada de ajuda humanitária e acusa a ONU de ter alterado seus critérios com um “viés anti-sionista” para fazer a declaração. A combinação da ofensiva militar contínua com a crise humanitária agrava a situação dos civis na região.

*Com informações de Luca Bassani

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*Reportagem produzida com auxílio de IA