Ninguém sai ileso de uma crise como essa, diz presidente da Minerva Foods

  • Por Jovem Pan
  • 28/05/2020 08h49 - Atualizado em 28/05/2020 09h01
Joédson Alves/EFEFernando destaca que a criação de protocolos para o setor será "a base para as empresas que produzem alimentos"

A crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19 está exigindo adaptações de diversos setores da economia. O presidente do frigorífico Minerva Foods, Fernando Queiroz, afirmou que a crise afeta a todos e explicou, em entrevista ao Jornal da Manhã desta quinta-feira (28), como a empresa, que tem cerca de 18 mil funcionários, mantém as atividades neste período.

“Ninguém sai ileso de uma crise como essa. O que a empresa fez foi se prepara para defender primeiro a saúde dos  funcionários para que a produção seguisse. Nós fizemos adequações nas linhas de produção, reduzimos velocidades, demos espaçamentos, contratamos EPI’s [equipamentos de proteção individual]. Nós estamos em um setor essencial, portanto a parte básica de alimentos continua sendo demandada.”

O presidente da Minerva conta que para minimizar os riscos de transmissão da Covid-19 na fábrica, a empresa fez campanhas de conscientização sobre a importância do isolamento social e alterou algumas dinâmicas de trabalho. “Temos detectores de temperatura, mudamos o sistema de transporte e demos maior espaçamento. Tomamos medidas em todas as áreas.”

Fernando Queiroz destaca que a criação de protocolos para o setor, como o discutido pelo ministério da Agricultura em parceria com o Ministério Público do Trabalho e com os ministérios da Saúde, da Agricultura e da Economia, será “a base para as empresas que produzem alimentos”.

Ele acredita que o protocolo, assim como outras medidas já adotadas pela empresa, serão mantidas após a pandemia, o que trará transformações ao setor. “O que vai mudar é que a produção vai ser mais lenta, a saúde vai ser ainda mais importante e o isolamento nas áreas comuns ainda mais relevante. A saúde vai ser ainda mais valorizada, mas também a conscientização dos colaboradores. Nós vemos isso como um dos efeitos positivos da crise, a maior responsabilidade tanto da empresa quanto dos colaboradores.”