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PCC integra parte da lista de sanções dos Estados Unidos

Governo dos EUA incluiu a maior facção criminosa do país na lista de sancionados pela Lei Magnitsky; medida prevê punições como bloqueio de bens e contas bancárias, além da proibição de entrada no país

Victor Trovão

Integrantes do PCC foram condenados pela Justiça de São Paulo
Integrantes do PCC foram condenados pela Justiça de São Paulo Alex Silva/Estadão Conteúdo

A organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) também está na lista de sancionados pelo governo dos Estados Unidos sob a Lei Magnitsky, o mesmo instrumento legal utilizado para impor sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O PCC foi incluído na lista em dezembro de 2021. Na ocasião, o Departamento do Tesouro americano justificou a medida com base no envolvimento da facção em crimes transnacionais, como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. As investigações apontaram que a organização operava rotas de envio de cocaína do Brasil para a América Central, México, Europa e Estados Unidos.

No caso do ministro Alexandre de Moraes, a justificativa apresentada pelo governo americano foi a acusação de “violações sistemáticas de direitos civis e abuso de poder”, referente a decisões judiciais consideradas autoritárias por entidades internacionais. Apesar das motivações distintas, as sanções aplicadas são similares: tanto o PCC quanto Moraes tiveram bens e ativos nos Estados Unidos congelados, perderam o direito a visto e estão proibidos de realizar transações financeiras com cidadãos ou empresas americanas. A medida também tem efeito extraterritorial, o que leva instituições financeiras de outros países a evitar vínculos com os sancionados para não sofrerem penalidades.

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A inclusão de um ministro da Suprema Corte na mesma lista que uma organização criminosa é considerada rara e de forte impacto simbólico. No entanto, o governo americano defende que a aplicação da Lei Magnitsky se baseia em critérios objetivos para punir violações de direitos humanos e corrupção.

*Com informações de Eliseu Caetano

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*Reportagem produzida com auxílio de IA