‘Pergunta para o vírus’, diz Bolsonaro sobre prorrogação do auxílio emergencial

Dentro do governo, há um movimento de defesa da manutenção dos pagamentos

  • 25/11/2020 05h23 - Atualizado em 25/11/2020 09h45
GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que espera que não seja necessário prorrogar o pagamento do auxílio emergencial. Dentro do governo, há um movimento de defesa da manutenção dos pagamentos, uma vez que eles trouxeram muita popularidade ao presidente da República. No entanto, a área econômica não quer nem falar sobre o assunto. O presidente alerta que, para minimizar novos problemas para a população mais vulnerável economicamente, é preciso evitar que governadores e prefeitos tomem decisões que levem a novos períodos de restrições e isolamento social. “Pergunta para o vírus [extensão do auxílio emergencial]. A gente se prepara para tudo, mas tem que esperar certas coisas acontecerem. Esperamos que não seja necessário porque é sinal de que a economia vai pegar e não teremos novos confinamentos no Brasil. Desde o começo, eu nunca fui a favor do confinamento. Sempre defendi a ideia do isolamento vertical, mas, infelizmente, a decisão coube aos governadores e prefeitos.”

Nesta terça-feira, 24, mais um ministro do governo teve diagnóstico positivo para a Covid-19. Dessa vez foi André Mendonça, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que esteve com o presidente Jair Bolsonaro na semana passada para live nas redes sociais. Segundo a assessoria, o ministro está bem e vai permanecer em isolamento pelas próximas semanas. Em meio ao avanço da doença, o governo tem sido criticado por ainda não ter apresentado um plano de ações para quem a vacina efetivamente chegar. No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski , relator de uma ação que buscar obrigar o governo a apresentar em 30 dias o plano de vacinação contra a Covid-19, antecipou o voto e já se posicionou a favor do pedido. Na ocasião, Lewandowski falou que o governo federal não deve escolher a vacina contra a Covid-19 por “critérios políticos, partidários ou ideológicos”. Os demais ministros também deverão apresentar seus votos no chamado plenário virtual a partir do próximo dia 04 de dezembro. Ao todo, o Supremo analisa quatro ações que tratam das vacinas.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin