Peru vai às urnas com recorde de 35 candidatos à Presidência

Favorita, Keiko Fujimori lidera com cerca de 15% e aposta em discurso de segurança e alinhamento aos Estados Unidos em cenário de alta fragmentação eleitoral

  • Por Jovem Pan
  • 12/04/2026 09h58
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LUIS ROBAYO / AFP Pessoas aguardam em fila do lado de fora de uma seção eleitoral em Lima, em 12 de abril de 2026, durante as eleições gerais. Os peruanos elegerão um novo presidente entre um número recorde de 35 candidatos para liderar um país assolado pelo crime organizado e pela instabilidade política crônica. Os peruanos elegerão um novo presidente entre um número recorde de 35 candidatos para liderar um país assolado pelo crime organizado e pela instabilidade política crônica.

O Peru vai às urnas neste domingo (12) em uma eleição presidencial marcada por fragmentação recorde: ao todo, 35 candidatos disputam o cargo, o maior número da história recente do país. O cenário pulverizado aumenta a incerteza e torna praticamente inevitável a realização de um segundo turno, previsto para junho.

Entre os principais nomes está Keiko Fujimori, que lidera as intenções de voto com cerca de 15%, segundo as últimas pesquisas autorizadas antes do pleito. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela disputa a Presidência pela quarta vez e tenta, novamente, chegar ao poder após derrotas anteriores em segundos turnos.

Durante a campanha, Keiko prometeu adotar medidas duras contra a criminalidade, incluindo a expulsão de imigrantes em situação irregular, e afirmou que pretende “recuperar a ordem” nos primeiros 100 dias de governo. A candidata também defendeu maior aproximação com os Estados Unidos e sinalizou interesse em ampliar investimentos estrangeiros no país.

No campo internacional, a candidatura se alinha ao avanço de lideranças conservadoras na região, como Javier Milei, José Antonio Kast, Daniel Noboa e Rodrigo Paz. Segundo Keiko, a América Latina vive um momento de guinada política voltada à segurança, liberdade econômica e atração de investimentos.

A eleição ocorre em meio à disputa de influência entre potências globais. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial de vários países da região, incluindo o Peru, que é o segundo maior destino de investimentos chineses na América Latina, atrás apenas do Brasil.

Além de Keiko, a disputa inclui perfis diversos, como um comediante, um empresário milionário, um político de centro de 80 anos e um candidato ligado ao ex-presidente Pedro Castillo, o que reforça o cenário de fragmentação e imprevisibilidade no pleito.

Mais de 27 milhões de peruanos votarão neste domingo para eleger um novo presidente e, pela primeira vez desde 1990, deputados e senadores, deixando para trás um Congresso unicameral.

*Com informações da AFP

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