Petrópolis deve perder R$ 665 milhões no PIB com chuvas, calcula federação de indústrias

Estudo aponta que 65% das empresas foram diretamente afetadas pelos temporais da última semana e 80% delas ainda não tiveram funcionamento reestabelecido

  • Por Jovem Pan
  • 22/02/2022 06h47 - Atualizado em 22/02/2022 10h27
Carl de Souza/AFP Uma mulher limpa dentro de um supermercado que foi atingido por fortes inundações em Petrópolis Entre as maiores dificuldades citadas estão os alagamentos, com 77% citando esse quesito

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) calcula que a tragédia de Petrópolis, causada pelas fortes chuvas que atingiram a região na semana passada, deve levar a um prejuízo de R$ 665 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) do município, o que representa 2% do montante. Estudo feito com quase 300 empresas revelou que 65% delas foram diretamente afetadas pelos temporais. Além disso, 80% das companhias ainda não tiveram o funcionamento restabelecido. Um terço dos pesquisados não sabe dizer quando o retorno das atividades será possível, mas a expectativa é que a retomada leve, em média, 13 dias. Entre as maiores dificuldades citadas estão os alagamentos, com 77% citando esse quesito, e a falta de energia elétrica, relatada por 60% dos entrevistados.

A Firjan montou em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, um centro de atendimento ao pequeno empresário. O presidente da federação, Eduardo Eugenio Gouvea Vieira, diz que é preciso investir no município para que as empresas possam se reerguer. “Pequeno empresário já estava com dificuldades na pandemia. Muitos deles se comprometeram em recursos tomados no mercado e não têm a menor condição de ir adiante. Precisamos fazer um trabalho de irrigar com recursos novos a economia local”, disse. O governo federal e estadual anunciaram diversas medidas emergenciais para socorrer a cidade. Os Estados Unidos também vão doar R$ 520 mil para aquisição de kits de limpeza para vítimas da tragédia. Até o momento, 181 corpos já foram localizados.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga