Pista principal do aeroporto de Congonhas vai ficar fechada por um mês para obras

De acordo com o superintendente do Aeroporto de Congonhas (Infraero), João Márcio Jordão, a nova pista terá durabilidade de dez anos

  • Por Jovem Pan
  • 06/08/2020 08h02 - Atualizado em 06/08/2020 08h03
J.F.Diorio/ESTADÃO CONTEÚDOO material utilizado na reconstrução vai propiciar uma melhoria da capacidade de drenagem com rápido escoamento da água de chuva e com aumento da aderência dos pneus dos aviões com pavimento

A pista principal do aeroporto de Congonhas, um dos mais movimentados do Brasil permanecerá interditada até 5 de setembro para reforma. Aproveitando o período de baixa demanda devido ao coronavírus, a Infraero que administra o terminal decidiu modernizar o local, que recebia antes da pandemia cerca de 34 pousos e decolagens por hora. A pista auxiliar continuará operando normalmente recebendo aviões de pequeno e médio porte, aeronaves maiores como boeing e airbus, não podem operar, a não ser as que já estejam no aeroporto, mesmo assim precisam decolar sem passageiros.  O analista do setor de aviação, Cláudio Magnavita aponta que a segurança é prioridade, por isto esta reestruturação é bem vinda. “Segurança é o item fundamental para aviação. Esse aeroporto está entre prédios, residências e essa obra na pista é mais do que necessária”, explica.

O trabalho será incessante, 24 horas por dia, todos os dias da semana e sem folga, funcionando as obras até mesmo durante a madrugada. De acordo com o superintendente do Aeroporto de Congonhas (Infraero), João Márcio Jordão, a nova pista terá durabilidade de dez anos, aproximadamente.”A tecnologia da camada de atrito que estamos fazendo terá uma durabilidade de dez anos, mantando todos os requisitos de segurança operacional“, diz. O material utilizado na reconstrução vai propiciar uma melhoria da capacidade de drenagem com rápido escoamento da água de chuva e com aumento da aderência dos pneus dos aviões com pavimento. O investimento será de R$ 11,5 milhões.

*Com informações do repórter Daniel Lian