PIX deve acelerar concorrência entre bancos, dizem analistas

Para o advogado especialista em direito empresarial e societário Marcelo Godke, a receita de algumas instituições financeiras deve cair

  • Por Jovem Pan
  • 14/09/2020 06h06 - Atualizado em 14/09/2020 08h07
Marcelo Casall Jr/Agência BrasilO novo sistema está na fase de homologação com as instituições financeiras, processo que deve terminar no dia 5 de outubro

O novo sistema de pagamentos instantâneos, o PIX, deve acelerar a competitividade entre bancos. A plataforma, que será lançada pelo Banco Central (BC) ainda neste ano promete fazer transferências sem restrições de dia e horário e sem cobrar tarifa. O sistema também promete substituir o boleto, cartão de débito e crédito. Para o economista Helder Lara Ferreira Filho, o PIX deve democratizar o uso dos bancos, favorecendo as instruções menores e mais novas no mercado. Para instituições com um todo, como fintechs e novas instituições, pode ser importante [o PIX] para criar a oportunidade de entrada para o setor, que é muito oligopolizado”, explica. Até agora, segundo o Banco Central, cerca de mil instituições demonstraram interesse em ter o PIX como tecnologia de intermediação de pagamentos. Já os grandes bancos, que possuem mais de 500 mil contas cadastradas, serão obrigados a fornecer a novidade aos clientes.

O advogado especialista em direito empresarial e societário, Marcelo Godke, afirma que a receita de algumas instituições financeiras deve cair. “O mais importante de tudo é que estimativas mostram que o bancos vão ter uma queda de receita bastante grande, porque as pessoas não vão, necessariamente, ter que possuir uma conta corrente para ter o PIX, então elas vão poder sair das instituições tradicionais”, afirma. O novo sistema está na fase de homologação com as instituições financeiras, processo que deve terminar no dia 5 de outubro. A partir daí, os clientes interessados em usar o PIX já poderão fazer a inscrição. A plataforma deve começar a funcionar no dia 16 de novembro.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini