PL do fim da escala 6×1 ‘está revestido de ilegalidade’, diz Skaf

Presidente da Fiesp diz que proposta fere a Constituição e afirma que medida judicial pode ser apresentada ainda nesta terça-feira (28)

  • Por Jovem Pan
  • 27/04/2026 08h51 - Atualizado em 27/04/2026 09h24
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Jovem Pan O possível fim da escala 6x1 pode gerar impactos em diversos setores industriais, com empresas enfrentando mudanças operacionais e econômicas. Para discutir o tema, a Jovem Pan entrevista o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que analisa os efeitos da proposta sobre a produção, o emprego e a competitividade da indústria brasileira. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (27), Skaf criticou o formato da iniciativa e disse que a medida tenta alterar a Constituição.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que o projeto de lei do governo que propõe o fim da escala 6×1 “está revestido de ilegalidade” e anunciou a articulação de uma ação judicial para barrar a proposta ainda nesta semana.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, nesta segunda-feira (27), Skaf criticou o formato da iniciativa e disse que a medida tenta alterar a Constituição. “O PL do governo está revestido de ilegalidade por querer mudar a Constituição através de lei e não de PEC”, afirmou.

Segundo ele, a entidade não poderia acionar a Justiça antes da eventual aprovação da proposta, o que motivou a busca por apoio político. “Temos conversado com partidos e parlamentares que podem, quando há algo explícito de agressão à Constituição, entrar com uma ação e mandado de segurança — e isso será feito. Deve acontecer possivelmente nesta terça-feira (28), e com isso mostraremos a ilegalidade do PL”, declarou.

Skaf também indicou que pretende atuar contra propostas de emenda à Constituição relacionadas ao tema e defendeu o adiamento do debate dentro do Congreso Nacional. “Quanto à questão das PECs, vamos agir sim. Não desistiremos de pedir que essa discussão passe para o ano que vem”, disse.

O presidente da Fiesp ainda criticou o contexto político da proposta, classificando-o como eleitoral. “O espírito agora é outro. Não é de debater com transparência e seriedade, vendo a competitividade brasileira e o interesse do país, das pessoas e das empresas. O interesse único é eleitoral. É uma verdadeira campanha eleitoral. Seria um grande prejuízo, acima de tudo, ao Brasil”, afirmou.

Assista a entrevista completa

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