Polícia quer saber se suspeitas de matar família no ABC tiveram ajuda

  • Por Jovem Pan
  • 31/01/2020 06h59
Reprodução/TV Globomagens de câmeras de segurança mostram a movimentação dos carros que foram usados no crime no prédio onde morava a família

A Polícia Civil de São Paulo encontrou roupas com sangue durante investigação no apartamento da filha suspeita de matar os pais e irmão em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Os investigadores analisaram as vestes de Ana Flávia Gonçalves, de 24 anos, que teriam sido lavadas, mas tiveram manchas de sangue identificadas na altura do joelho e da região genital.

Imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia mostraram também a movimentação dos carros que foram usados no crime no prédio onde morava a família. Pela quantidade de vezes que os veículos entraram e saíram do local e a força necessária para carregar os corpos, uma das linhas de investigação da polícia é que houve envolvimento de mais de três pessoas.

Flaviana Gonçalves, o marido dela, Romuyuki Gonçalves, e o filho, Juan Victor Gonçalves, de 15 anos, foram encontrados mortos no porta-malas do carro do casal, que foi abandonado depois de ser incendiado na Estrada do Montanhão, uma área rural de São Bernardo.

A filha do casal, Ana Flávia, e a namorada, Carina Ramos, de 31 anos, foram presas temporariamente por 30 dias nesta quarta-feira. Elas são as principais suspeitas de terem comandado e executado a morte da família.

Segundo o delegado Paul Henry Bozon, as suspeitas entraram em contradição em diversos pontos do interrogatório. “A versão inicialmente apresentada indica falta com verdade, mas estamos investigando. Não adianta fazer pré-julgamento.”

O depoimento de uma testemunha também foi crucial para estruturar as investigações da Polícia. Ela afirmou ter visto o casal e mais uma outra pessoa transportando “coisas pesadas” para dentro de um carro na garagem do prédio onde moravam os pais.

Ainda de acordo com os responsáveis pelo caso, ainda não se sabe qual seria a motivação do crime. No entanto, segundo o delegado Ronald Justiniano, sabe-se que o relacionamento de Ana Flávia com os pais era conturbado. “Pelo relacionamento homoafetivo, o pai não aceitava muito. Ele tinha reticência nesse sentido. Teve uma discussão acalorada, mas não sei de ameaçar. Nessa parte eu desconheço.”

O laudo necroscópico das vítimas indicou traumatismo encefálico, ou seja, que elas foram mortas com pauladas na cabeça. No entanto, nenhum objeto foi encontrado durante as buscas no apartamento de Ana Flávia.

A Polícia, agora, aguarda o resultado da análise dos celulares do casal.

O crime, ainda segundo a Polícia, foi premeditado. A defesa de Ana Flávia e Carina Ramos negam as acusações

*Com informações do repórter Leonardo Martins