Policiamento no Rio de Janeiro é reforçado após morte de Ecko

Milicianos ligados ao paramilitar Tandera, de atuação forte na Baixada Fluminense, desembarcaram na Zona Oeste com o único objetivo de conquistar o território e as posições da Bonde do Ecko

  • Por Jovem Pan
  • 15/06/2021 11h33
Reprodução/FacebookWellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, foi assassinado em um cerco policial no último sábado

O policiamento será reforçado por tempo indeterminado em bairros e áreas da zona oeste do Rio de Janeiro, onde há forte atuação e influência da milícia que é conhecida como Bonde do Ecko, que era liderada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em um cerco policial, no último sábado, 12, em Paciência. O receio agora é que a morte de Ecko deflagre uma disputa, uma verdadeira guerra pelos negócios e pelo território dominado pela Bonde do Ecko. O sucessor natural de Wellington da Silva Braga seria o irmão dele, Wallace Braga, conhecido como Batata, que foi preso há cerca de três semanas pela polícia fluminense, que já solicitou à Justiça a sua transferência para um presídio federal fora do estado do Rio de Janeiro. A polícia quer mantê-lo longe dos negócios. Porém, nas últimas horas, bandidos e milicianos ligados ao paramilitar Tandera, de atuação forte na Baixada Fluminense, desembarcaram na Zona Oeste do Rio de Janeiro com o único objetivo de conquistar o território e as posições da Bonde do Ecko.

Moradores estão com medo, apreensivos,  porque, em mais dias ou menos dias, pode ser deflagrada uma briga entre milicianos rivais na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinou policiamento ostensivo nessas áreas de atuação da Bond do Ecko e pediu para que a polícia fluminense avance também nas investigações contra esses grupos. Castro admitiu que a morte de Ecko não será suficiente para reduzir, em um primeiro momento, o avanço dos milicianos. “Com certeza não. Ali é muito trabalho. A força tarefa que vem desde outubro trabalhando nisso já apreendeu quase 700 milicianos. Nós já bloqueamos, entre dinheiro e bens, mais de mais de R$ 1,5 bilhão da milícia, seja pessoas físicas ou jurídicas. A investigação continua, tem muito trabalho a ser feito ainda. Quem dera se fosse só te tirar uma cabeça e desmontar tudo. Foi um marco importante, mas não é com certeza o fim dessa dessa luta aqui que nós temos”, explicou o governador. A capital e a região metropolitana fluminense reúnem aproximadamente 1.300 favelas. A maioria ainda é dominada é dominada  por traficantes de drogas. Porém, os grupos milicianos ganham espaço a cada dia.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga