Prisão de Fabrício Queiroz repercute no Congresso Nacional

  • Por Jovem Pan
  • 19/06/2020 08h07 - Atualizado em 19/06/2020 08h14
EFE/Sebastião MoreiraParlamentares de Centro que não estão na base do governo veem a situação com desconfiança

Parlamentares recém-entrados na base de apoio do presidente Jair Bolsonaro viram a prisão de Fabrício Queiroz, ocorrida na quinta-feira (18), com cautela: acreditam que, em um primeiro momento, os trabalhos na Câmara e no Senado não devem ser afetados, e nem a base aliada do governo. Mas admitem que o fato de Queiroz estar na casa do advogado de Bolsonaro deve ser esclarecido.

Já os bolsonaristas afirmam que o Planalto não tem relação com o acontecimento. Como mostra o líder do governo na Câmara, deputado Vítor Hugo (PSL). “O nosso desejo é que as investigações que se voltam para eventos ocorridos na Assembleia atinjam com o mesmo rigor, transparência, a todos citados no relatório do Coaf. Essas investigações não atingem em nada as ações do presidente Bolsonaro no passado.”

Pelas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro disse que encara “com tranquilidade” os acontecimentos e que “a verdade prevalecerá”. Na visão dele, “uma peça foi movimentada para atacar Bolsonaro”. O senador afirma que “em dezesseis anos como deputado estadual, nunca houve uma vírgula contra ele”, mas “bastou o presidente Bolsonaro se eleger para mudar tudo”.”

O deputado Coronel Tadeu (PSL) defendeu que a investigação seja “isenta” e que o cenário político não seja afetado. “Vai continuar investigando o caso Fabrício Queiroz e precisa fazer com total isenção de ânimos. Tem que ser isento, tem que trabalhar de forma profissional e chegar à verdade. O ambiente político não deve ser ficar tumultuado, não deve passar por nenhuma turbulência.”

Porém, parlamentares de Centro que não estão na base do governo veem a situação com desconfiança. Já a oposição aposta em um aprofundamento da crise. O deputado Marcelo Freixo (PSOL) acredita que as ligações entre Queiroz e a família Bolsonaro podem ser esclarecidas no inquérito.

O líder da oposição no Senado Federal, Randolfe Rodrigues, disse que vai acionar a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro para que seja assegurada a garantia de vida de Fabrício Queiroz, sua esposa e familiares.

*Com informações do repórter Levy Guimarães