Queiroga critica Doria por 4ª dose da vacina e defende aval da Saúde para novo reforço

Ministro defende que as estratégias para imunização da população cabem ao governo federal, sem interferência dos Estados e municípios

  • Por Jovem Pan
  • 10/02/2022 09h20 - Atualizado em 10/02/2022 09h21
ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Ministério da Saúde atualizou as recomendações para a quarta dose da vacina

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou as movimentações do governador de São Paulo, João Doria, a respeito da possível aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19 em toda a população adulta. Segundo Queiroga, as estratégias de imunização da população devem ser tomadas na esfera federal, sem a interferência de Estados e municípios. “Essas questões devem ser discutidas no âmbito do Ministério da Saúde, que é quem lidera esse processo. Até porque quem tem a obrigação de garantir aos brasileiros esse direito. O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 400 milhões de doses”, afirmou.

O infectologista Sergio Cimerman observa que ainda não há critérios científicos suficientes para embasar uma quarta aplicação dos imunizantes. Para ele, o Brasil precisa focar na população com doses em atraso. “Só temos uma única experiência, a de Israel, que fez a quarta dose. Não podemos nos preocupar com a quarta dose, temos que nos preocupar com que as pessoas vão aos postos tomar a terceira dose, isso é fundamental para evitar doença grave, evitar mortes”, disse. Apenas em São Paulo, cerca de 2,1 milhões estão em atraso com a segunda dose e mais de 10 milhões não tomaram a dose de reforço.

Nesta quarta-feira, 9, o Ministério da Saúde atualizou as recomendações para a quarta dose da vacina. A partir de agora, pessoas acima de 12 anos com o sistema imunológico debilitado poderão receber o novo reforço vacinal. Até então, apenas adultos estavam contemplados. A recomendação do Ministério da Saúde é que a quarta aplicação da vacina contra a Covid-19 seja aplicada apenas em imunossuprimidos, como pessoas que fazem tratamento quimioterápico.

*Com informações da repórter Carolina Abelin