Reconhecimento dos EUA aumenta esperança de melhora de vida em assentamentos israelenses

  • Por Jovem Pan
  • 25/11/2019 08h00
EFEMike Pompeo, anunciou que os assentamentos não violam as leis internacionais

Israelenses comemoraram a mudança de postura dos Estados Unidos em relação aos assentamentos na Cisjordânia. Na semana passada, o secretário de estado norte-americano, Mike Pompeo, anunciou que os assentamentos não violam as leis internacionais, ao contrário do que os Estados Unidos defendiam há décadas.

Em um assentamento situado ao norte de Jerusalém, o produtor de vinhos Yaakov Berg, que exporta os produtos pra a Europa e os Unidos, foi obrigado, em 2015, a identificar os vinhos como produzidos em territórios ocupados por Israel. Uma regra que ele considerou racista e antissemita.

Berg celebrou, então, o anúncio de Pompeo, e considera que o pronunciamento corrige uma injustiça. Ele diz que o assentamento onde vive é uma terra histórica do povo judeu, onde ancestrais vêm cultivando uvas e produzindo vinhos há milhares de anos.

A questão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia é uma das principais causas dos conflitos entre Israel e a Palestina. A ONU (Organização das Nações Unidas), lamentou a decisão do governo norte-americano de legitimar os assentamentos, dizendo que a medida representa um obstáculo para a solução de dois Estados vivendo lado a lado, dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas.

O secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina, Saeb Erekat, diz que o anúncio de Mike Pompeo desrespeita as leis internacionais e distancia o governo Trump do processo para chegar à paz na região.

Os palestinos consideraram  que os assentamentos são ilegais com base no argumento de que o poder ocupante não pode transferir sua população civil para um território ocupado, considerando então que os israelenses ocuparam as terras da Cisjordânia e transferiram parte da população para lá.

A Organização para a Libertação da Palestina disse que irá ao Tribunal Penal Internacional para contestar a decisão dos Estados Unidos.

*Com informações da repórter Mariana Janjácomo